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Estado de Minas

Viagens ao exterior e consumo de importados no DF diminui com alta do dólar

O fortalecimento da moeda norte-americana frente ao real faz com que o brasiliense sinta o peso no bolso, principalmente em relação aos produtos importados. Representantes do varejo, do atacado e da indústria começam a repassar a variação ao consumidor


postado em 19/01/2014 08:00

Alessandro de Sousa trabalha como gerente da Del Maipo Importadora:
Alessandro de Sousa trabalha como gerente da Del Maipo Importadora: "Sentimos um aumento real de 10%" (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

A alta do dólar que vem assustando a equipe econômica do governo Dilma Rousseff chegou às prateleiras e ao dia a dia do brasiliense com mais força do que em outras unidades da Federação. Vinhos, viagens e compras no exterior estão pesando mais no orçamento da família do Distrito Federal. Isso porque, de cada 10 produtos que um morador local consome, nove são produzidos além da divisa e da fronteira locais. São bens e alimentos vindos de outras localidades e de diversos países. Sem produção industrial significativa, mas com robusto mercado consumidor, a saída do comércio é trazer mercadorias de fora, o que cria uma dependência interna e externa.

Na economia, o impacto é sentido na balança comercial desfavorável. O DF importa cinco vezes mais do que exporta. Por isso, é a região do país com o maior deficit. O resultado é a superdependência de moedas estrangeiras. Em tempos em que o dólar está nas alturas, tanto o setor produtivo quanto a população sentem o peso da alta com mais intensidade.

A alta renda per capita contribui para a dependência da moeda norte-americana. “Com poder aquisitivo maior, o brasiliense tem poder de compra e consegue ter acesso a produtos importados e a viagens ao exterior. Por causa disso, em Brasília, o consumidor sente e comenta a variação do dólar”, afirma Newton Marques, professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) e economista da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

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