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Estado de Minas

Planetário itinerante leva conhecimentos de astronomia a crianças do DF

Tatanka Planetário chega a alunos de escolas públicas e particulares e a lugares como hospitais e feiras. Responsável pelo programa até deixou o emprego para ir atrás do sonho


postado em 08/02/2014 08:15

Luís Edvar largou o emprego para se entregar ao projeto, que já dura cinco anos(foto: Monique Renne/CB/D.A Press)
Luís Edvar largou o emprego para se entregar ao projeto, que já dura cinco anos (foto: Monique Renne/CB/D.A Press)

 

O céu nunca esteve tão perto de Aline Nascimento, 9 anos. Da última quarta-feira até ontem, ela e dezenas de crianças que passam por tratamento no Hospital da Criança de Brasília esquecerem por alguns minutos o motivo que os levaram até a unidade de saúde. Decidiram explorar o universo durante uma viagem ao espaço. Os pequenos foram apresentados à maioria dos planetas que compõem o sistema solar. Descobriram as constelações, enquanto os olhares tentavam desenhar, em meio ao turbilhão desses astros de luz própria, signos e outros símbolos. Eles tornaram-se astronautas por 20 minutos, mas a aventura não foi a bordo de uma espaçonave. As crianças alcançaram o firmamento sentadas em um planetário móvel planejado por um aficionado em astrologia, o biológo Luís Edvar Cavalcante, 42 anos.

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Luís criou o projeto Tatanka Planetário, em 2008, para apresentar o universo às crianças. Nesses seis anos, ele visitou grande parte das escolas públicas do Distrito Federal e colégios particulares para levar os conhecimentos sobre astronomia. Luís largou há cinco meses a função de professor da rede pública para embarcar por inteiro no projeto. “Não estava conseguindo conciliar os dois trabalhos. Minha vontade maior foi seguir com o Tatanka”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa já levou conhecimento para 60 mil estudantes. Em 2011 e 2012, o planetário móvel foi uma das atrações na Feira Nacional de Ciências, em Brasília. “Tivemos reconhecimento de professores e instituições que trabalham com divulgação científica”, frisou Luís.

O planetário móvel nasceu de uma experiência que o então professor de biologia dividiu com alunos durante uma visita a um espaço parecido, em 2008. “Na verdade, sempre tive a ideia de montar uma estrutura dessas, mas era cara e incompatível com a minha renda”, lembrou. Nesse meio tempo, ele conheceu, pela internet, o trabalho de um argentino que fabricava artesanalmente o planetário. “Mas a concepção e o vídeo apresentados lá dentro foram todos meus”, lembra. Naquele mesmo ano, ele comprou um projetor. “Eu e uma outra pessoa que fazia parte dessa ideia adquirimos o equipamento às cegas, sem entendermos de nada. Quando o ligamos em um banheiro, vimos que a projeção era horrível. Ficamos desesperados na hora, mas depois resolvemos tentar diretamente no domo. Aí, tivemos uma imagem diferenciada”, recordou.

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