postado em 16/03/2014 08:04
Donos de sex shops do Distrito Federal investem em novos serviços para atrair os olhares do público interessado no mercado erótico. Oferta de consultorias, serviço de sexóloga, venda on-line, objetos realísticos e até ambientação diferenciada são algumas das apostas dos empresários locais. Segundo os empreendedores, as inovações rendem aumentos nos lucros de, em média, 15% ao ano. Segundo os últimos dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), o consumo cresceu no país 15% de 2011 para 2012. Um levantamento feito pela entidade, em 2012, revela ainda que foram comercializados mais de R$ 68 milhões em produtos do setor.Ana Paula Zakarewicz, 42 anos, trabalhava com edição jurídica em um negócio de família. Em viagem para a Suécia, conheceu outro conceito de sex shop. ;Descobri que eles tratavam o assunto mostrando o lado bom e sem vulgaridade. Quando voltei, decidi abrir um negócio que quebrasse o preconceito e as pessoas enxergassem o sexo de uma maneira elegante, luxuosa e saudável, acima de tudo;, conta a empresária.
A loja dela fica no Lago Sul. Está em expansão, mesmo com apenas dois anos de mercado. Além dos produtos tradicionais, a loja planeja abrir uma espécie de lounge/bar com comidas e bebidas, uma livraria erótica e uma tabacaria. Tudo voltado com intuito afrodisíaco e estimulante. Segundo Manuel Pallana, 36 anos, gestor do estabelecimento, a ideia surgiu quando eles perceberam que alguns maridos, acompanhantes das parceiras, ficavam à espera, sem ter o que fazer. ;Resolvemos agregar um valor que oferecesse algo mais para eles (homens) e até incentivar a quebra do tabu em torno do mercado;, explica. Ana Paula relata que o investimento foi alto, cerca de R$ 220 mil, mas o retorno garantiu que, em dois anos, ela cobrisse 100% os gastos.
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