A demolição do antigo Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) hoje, às 9h, encerra um
ciclo de uma instituição que acumulou, em 38 anos, pelo menos 30 mortes e várias rebeliões. Agora, o
que a comunidade quer saber é o que será feito da área de 63.063 metros quadrados, que abrigava o
complexo. Existem muitas suposições e nenhuma resposta. Um grupo de brasilienses sugeriu, em uma
rede social, que o Governo do Distrito Federal (GDF) construa um espaço cultural, com biblioteca e
gibiteca, nos moldes do que existe na 508 Sul. Também há possibilidade de construção de um local que
garanta políticas públicas para a juventude, com cursos profissionalizantes e programações
culturais.
[SAIBAMAIS]O terreno onde ficava o centro pertence ao Tribunal de Justiça do
Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O governo devolverá a área, que fica na 916 Norte, limpa
até outubro. O tribunal, por sua vez, estuda o que fará com o lugar. ;Não temos definição sobre
isso. O terreno é do TJDFT. Não podemos dizer que vamos construir algo em uma área que não é nossa.
Vamos devolvê-la e depois conversar. Temos um diálogo muito bom com o Tribunal de Justiça;, ressalta
a secretária da Criança, Rejane Pitanga.
Para ela, seria importante construir um
local que atendesse a juventude brasiliense.
Principalmente, adolescentes de comunidades carentes, que estão entre a maioria dos internos do
sistema socioeducativo. A secretária também apoia a construção de um espaço cultural no terreno.
;Basicamente, precisamos substituir um espaço trágico por um símbolo de esperança. A ideia de
transformar a área em um centro de atendimento ao adolescente é possível. Garantiríamos políticas
públicas, com profissionalização, arte, oficinas, cultura e convivência;, diz.
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