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Estado de Minas

Estudantes sofrem com violência no caminho para a escola

Alunos contam as agressões sofridas em torno da instituição de ensino. Há escola que fez até abaixo-assinado para ter mais segurança no local


postado em 01/04/2014 06:01


Em Ceilândia, uma estudante de 18 anos teve o celular roubado e sofreu um pequeno corte na barriga: problema de toda a comunidade(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Em Ceilândia, uma estudante de 18 anos teve o celular roubado e sofreu um pequeno corte na barriga: problema de toda a comunidade (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)


Ir e vir é um direito tão fundamental do cidadão que está assegurado na Constituição Federal. Mas, para estudantes das redes pública e privada, tem sido difícil vê-lo sair do papel. O caminho para as escolas do Distrito Federal é inseguro. Em uma instituição particular de Taguatinga, a média é de um aluno assaltado por dia desde o início das aulas, em 20 de janeiro. No Guará, de um grupo de 10 alunos consultados pela reportagem, oito relataram os assaltos sofridos. Alguns deles, mais de uma vez este ano. As histórias se repetem no Plano Piloto, em Ceilândia e no Paranoá. A insegurança a caminho da escola é o tema da segunda reportagem da série “O bê-á-bá da violência”, publicada pelo Correio.

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Sentados em frente a uma escola no Guará, os adolescentes reagem com indignação quando o assunto é a violência. O inconformismo é tão intenso que eles começam a falar ao mesmo tempo. “Fui assaltada três vezes pela mesma menina!”, diz Maria*, 15 anos. “No mesmo dia, tentaram me roubar duas vezes, na entrada e na saída da escola”, conta João*, 14. “Uma vez, reagi e até briguei com o pivete que tentou pegar meu celular”, relata Cátia*,17. Entre eles, somente duas disseram não terem sido vítimas do crime. Elas moram na Estrutural e vão de ônibus escolar fornecido pelo governo. “Acho que isso contribui para estarmos mais segura”, acredita Joana*, 15 anos.

No ano passado, o Batalhão Escolar registrou 25 casos de roubo, 19 detenções por porte de arma branca, 31 por porte de arma de fogo e 50 lesões corporais. Mas os números reais são maiores. Nem todas as ocorrências são atendidas pela unidade especializada da PM e acabam registradas direto na Polícia Civil. Outras não fazem parte das estatísticas porque as vítimas não prestam queixa. Já a Secretaria de Segurança Pública não faz levantamento específico das vítimas de violência a caminho do colégio.

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