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Estado de Minas

Rap e hip-hop: as armas dos jovens contra a violência no DF e Entorno

Evento em Taguatinga, "Batalha de Neurônio", valoriza artistas brasilienses


postado em 04/04/2014 06:04 / atualizado em 04/04/2014 10:57




Henrique Eusébio Nunes tem apenas 23 anos, mas já viu tragédias para uma vida inteira. Morador de Águas Lindas (GO), ele diz ter presenciado mais de cem pessoas, entre amigos e conhecidos, para o vício em drogas ilícitas, o alcoolismo e a violência. “Aqui, desde pequeno, tem que aprender a lei da vida. É fácil virar vítima, como foram com os dois irmãos mais velhos do meu amigo Alisson, mortos por acerto de contas no tráfico de drogas”, conta. O garoto quer trilhar outro caminho. Desde os 7, quando aprendeu a ler e ouviu Racionais MCs pela primeira vez, Henrique sonha em ser rapper.

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Alisson Soares, o amigo citado por Henrique, tem a mesma idade do rapaz. Cresceram juntos e começaram a fazer os primeiros versos um ao lado do outro. Ambos tinham aulas de capoeira, nas quais cantavam ao ritmo do berimbau. Ficavam no local após o término do curso e brincavam de fazer as próprias rimas. Quando viram, já compunham canções completas.

Torcedor do Corinthians, Henrique também se imaginava fazendo gols pelo Timão, como o ídolo Ronaldo Fenômeno. Nos últimos três anos, porém, começou a se destacar como MC. “Dizem que o rap é música de ladrão, mas, na verdade é, junto do futebol, a principal alternativa para termos uma vida boa por aqui. O hip-hop conscientiza”, diz o garoto, nascido em Alvorada do Norte (SP), alfabetizado em Ceilândia e morador de Águas Lindas desde os 7. “Muita gente para de sonhar e se joga num caminho sem volta. Não sou assim”, afirma o rapaz, conhecido na comunidade hip-hop local como Ndr.

Clique e confira outras músicas dos artistas citados na matéria:

Batalha do Neurônio no Ciago

Coletânea de músicas do GOG

Clipe "A rua que legalizou", de Nauí Movni

Nauí Movni na Batalha do Museu


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