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Estado de Minas

Após erro do Cespe, alunos conseguem liminares que garantem vagas na ESCS

Cespe divulga novo edital para a Escola Superior de Ciências da Saúde. Estudantes que tiveram as notas da prova de redação trocadas vão continuar no curso por decisão judicial


postado em 17/04/2014 06:04


No fim de março, vestibulandos da Escs foram à rua protestar contra os equívocos do Cespe(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
No fim de março, vestibulandos da Escs foram à rua protestar contra os equívocos do Cespe (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)


Estão confirmadas as matrículas dos estudantes que tiveram as notas da prova de redação trocadas no vestibular 2014 da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs). Na segunda-feira, a instituição divulgou novo edital de convocação dos aprovados — o terceiro em dois meses —, em que constam os nomes dos candidatos que recorreram da cassação das vagas nos cursos de medicina e enfermagem. Na próxima semana, o registro na faculdade será homologado, depois de muito desgaste e disputa judicial. Vinte e cinco alunos, de um total de 58, recorreram a liminares e asseguraram o direito de cursar a graduação.

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Há 15 dias, todos os que tiveram deferimento favorável da Justiça pela manutenção da aprovação receberam um comunicado, via telegrama, da Escs. No documento, a faculdade afirmava o cumprimento da determinação judicial até que o processo seja julgado, o que pode demorar anos. Assim, foram concedidas apenas as liminares individuais. A ação coletiva aberta por 33 estudantes foi retirada pela Defensoria Pública, uma vez que a iniciativa descaracterizava a natureza do pedido. Durante o imbróglio, as aulas do primeiro semestre de ambos os cursos foram suspensas.

Ainda que tenha garantido o direito de estudar na Escs, Naiana Magalhães Coelho, 28 anos, considera que o desgaste fez com que o sonho de ingressar na faculdade perdesse um pouco do brilho. “Estou esperando as aulas começarem para ver se o encanto volta”, lamenta, sem esconder o cansaço. Para ela, o esforço foi significativo. “Queria que as coisas se resolvessem administrativamente, sem que tivéssemos que recorrer à Justiça. Agora, estou mais calma.”

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