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Estado de Minas

Padrasto acusado de matar bebê tem prisão preventiva decretada pelo TJDFT

Ex-professor de jiu-jítsu vai responder pelo homicídio e pelo suposto abuso contra Miguel e ficará preso até o julgamento


postado em 25/04/2014 08:23 / atualizado em 25/04/2014 09:14

Daryell Dickson se entregou à polícia em 1º de abril(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )
Daryell Dickson se entregou à polícia em 1º de abril (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )


A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público contra o ex-professor de jiu-jítsu Daryell Dickson Menezes Xavier, 25 anos, suspeito de assassinar o enteado, Miguel Estrêla, de 1 ano e 11 meses de idade. O garoto morreu em 29 de março, após dois dias de internação no Hospital Anchieta, em Taguatinga. Miguel chegou à unidade de saúde com um quadro de convulsão e diversos hematomas pelo corpo. Daryell se entregou à polícia em 1º de abril. Depois de receber a denúncia, o Tribunal do Júri de Taguatinga converteu a prisão do acusado de temporária para preventiva. Com isso, ele ficará preso pelo menos até ser levado a julgamento.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o rapaz teria agredido o enteado provocando as lesões que resultaram na morte do bebê. Os promotores acreditam que o crime foi praticado por motivo torpe, meio cruel e sem defesa da vítima. Além do homicídio, Daryell Xavier foi denunciado pela suposta prática de crime sexual contra vulnerável, menor de 14 anos e agravado por ser o padrasto e morar no mesmo imóvel da vítima.

Daryell é acusado de espancar e matar o pequeno Miguel(foto: Reprodução/Facebook)
Daryell é acusado de espancar e matar o pequeno Miguel (foto: Reprodução/Facebook)


A família do pequeno Miguel recebeu a notícia com alívio. “Mas continuamos lutando por justiça. Esperamos que ele (Daryell) vá a julgamento, que pegue a pena máxima e a cumpra até o fim”, disse a avó do bebê, a professora Márcia Valéria Baptista Estrêla, 44 anos. Familiares e amigos de Miguel fizeram um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em 11 de abril. Eles pediam por justiça e rigor na pena do acusado. “Fiz um apelo de avó. O Miguel representava muito para todos nós. Queremos mais rigidez no caso, pois sabemos que existem muitas brechas nas leis”, comentou Márcia Estrêla.

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Durante as investigações iniciais, conduzidas pela delegada-chefe da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Tânia Soares, o rapaz demonstrou frieza. No momento em que se entregou à polícia, o ex-professor de jiu-jítsu, que morava em Vicente Pires, disse que o motivo para o crime teria sido de “cunho espiritual”. Contra ele também está registrada uma condenação a 4 anos, em regime aberto, por associação ao tráfico. O médico que atendeu Miguel Estrêla, no Hospital Anchieta, relatou que o bebê tinha lesões cranianas recentes e antigas, o que, para os investigadores, são indícios de que a violência física contra a vítima era recorrente.

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