Cidades

Brasília recebe a exposição Nanoarte: A estética do infinitamente pequeno

A técnica confere um acabamento estético a materiais observados pelo microscópio

Roberta Machado
postado em 23/05/2014 08:13
Bolas de tênis, desfiladeiros e até mesmo giz de cera estão entre os temas das imagens registradas nos últimos anos por essa dupla de fotógrafos incomuns. Mas as aparências podem enganar: as reproduções são, na verdade, microscópicas visões de elementos químicos geralmente reservados a complexos experimentos tecnológicos. Em meio a estranhos elementos como óxido de ferro, de zinco e de prata, Ricardo Tranquilin e Ronivaldo Camargo descobriram imagens familiares, que são realçadas pela cor artificial que dá vida às formas inorgânicas. O resultado desse experimento resultou no acervo que compõe a exposição Nanoarte: A estética do infinitamente pequeno, em cartaz a partir da próxima terça-feira no Espaço Chatô.


A brincadeira começou há pouco mais de seis anos, quando Camargo, técnico em microscopia eletrônica, começou a notar padrões inesperados nas imagens que registrava no laboratório, como acontece com uma criança que enxerga animais e objetos em nuvens. ;Pareciam várias violetas, mas era óxido de estanho. Então, eu comecei a pintar para ver o que ia dar, e deu certo;, conta o profissional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O registro científico também é um pouco mais complicado que o clique fotográfico tradicional. Dependendo do tipo de material, os pesquisadores levam mais de uma hora para acertar o foco do equipamento e capturar as micropartículas em alta definição. ;O material vai para vários equipamentos de análise, como raios x, microscopia eletrônica, de varredura e de transmissão. É um grande processo;, descreve Camargo.

Em vez de captar a luz com lentes como as de uma câmera fotográfica, os artistas usam equipamentos que isolam a amostra em um vácuo, mantendo-a protegida de qualquer interferência do ar. A superfície é bombardeada com elétrons, que refletem no material e revelam as formas para o detector do microscópio.

Exposição
Nanoarte: a estética do infinitamente pequeno
- De Ricardo Tranquilin e Ronivaldo Camargo
- De 27 de maio a 13 de junho
- Espaço Chatô. SIG, Quadra 2, sede do Correio Braziliense
- Visitações de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h
- Entrada gratuita

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