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Estado de Minas

Lanches em barraquinhas são a cara do brasiliense. Veja onde comer

Comer em barraquinhas de cachorro-quente, caldos, churrasquinhos e outras delícias faz parte do dia a dia do brasiliense. A capital oferece opções em vários pontos que se tornaram parte da identidade brasiliense


postado em 16/08/2014 06:04 / atualizado em 16/08/2014 08:25

Landi Oliveira, do trailer na 405 Sul:
Landi Oliveira, do trailer na 405 Sul: "Já servi cachorro-quente para várias gerações" (foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)


Basta caminhar pelo Plano Piloto no fim da tarde para encontrar redutos de conversa e risada, acompanhados por um bom lanche: as barracas e carrocinhas de comida de rua. Desde os populares cachorros-quentes e churrasquinhos até comida libanesa, é possível achar opções para todos os gostos. Alguns pontos, inclusive, já se tornaram parte da cultura da capital. Os preços baixos e as receitas acabam tentando mesmo quem está vigiando as calorias.

Segundo a Coordenadoria de Cidades do DF, há 1.083 quiosques, trailers e similares apenas no Plano Piloto. Se consideradas todas as regiões administrativas, esse número supera os 15 mil, de acordo com a União de Proprietários de Trailers, Quiosques e Similares (Unitrailer). “Ao todo, o ramo gera mais de 60 mil empregos”, acrescenta o presidente da associação, Luiz Ribeiro. Segundo ele, o DF foi a primeira unidade da federação a regularizar esse tipo de negócio de rua.

Um dos mais tradicionais trailers do Plano Piloto é o Cachorro Quente do Landi, na 405 Sul. O negócio funciona desde 1986 e conquistou uma clientela fiel graças ao bom atendimento e ao cuidado com as receitas. “Já servi cachorro-quente para várias gerações. Quem vinha aqui quando criança agora continua trazendo os filhos”, conta o dono da carrocinha, Landi Oliveira, 51 anos.

Os cachorros-quentes são bem caprichados. Quase tudo é artesanal, inclusive o pão e a batata-frita. Os fregueses aprovam. “Lanchar na rua é ótimo porque a gente não precisa se dar o trabalho de cozinhar”, comenta a estudante Taynara Durans, 21, moradora da 405 Sul. A amiga e vizinha Anne Nepomuceno, 25, concorda. “O preço baixo nas barraquinhas ajuda muito!”, brinca.

No Macarrrão de Rua, na 405 Norte, o cliente pode escolher um dos vinhos e o molho(foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)
No Macarrrão de Rua, na 405 Norte, o cliente pode escolher um dos vinhos e o molho (foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)


Para quem quer variar, Brasília oferece alternativas. Na 405 Norte, o popular Macarrão de Rua serve desde diversos tipos de macarrão até nhoques, feitos de diferentes ingredientes.

O cliente também pode escolher o molho de preferência, se quiser, acompanhar a refeição com um dos vinhos disponíveis no cardápio. Em todo dia 29, ainda, o Macarrão de Rua organiza o “Nhoque da Sorte”, evento que combina a comida com shows gratuitos.

A capital também conta com barraquinhas de culinária internacional. Bastante famoso na Asa Sul, o Kafta da Mama conquistou a freguesia dos arredores servindo comidas árabes. Sanduíches falafel, kibes e, claro, kaftas, fazem parte do menu.

O dono da barraquinha é o libanês Ali Kalut, 67. Ele se mudou para Brasília há 28 anos e começou o negócio há 13. “Minha esposa gosta muito de cozinhar, e por isso surgiu a ideia”, conta. Hoje, dois dos quatro filhos dele trabalham no lugar, servindo as iguarias. Eles conversam em árabe,chamando a atenção dos clientes.

Segundo um dos filhos de Ali, Hassan Kalut, o grande diferencial do Kafta da Mama são os temperos da comida, todos importados. “Trazemos diretamente do Líbano”, diz.

Tradição

Confira onde ficam alguns dos mais populares trailers e barraquinhas de comida de rua no Plano Piloto

Kafta da Mama – SQS 112 Norte
Cachorro-Quente do Landi – SQS 410
Dog do Baixinho – SQS 213
Dog do Raimundo – SQS 307
Caldo Fino – SQN 410
Macarrão de Rua – SQN 405
MC Reynolds – SQN 411
Bulldog’s – SQN 409

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