Publicidade

Estado de Minas

Brasilienses optam por estudar idiomas considerados exóticos, como o romani

No UnB Idiomas, programa de extensão da universidade, por exemplo, há uma série de opções. Pelo menos nove cursos ofertados são de línguas exóticas


postado em 17/08/2014 08:10

(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)
(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)


A escolha de um segundo idioma costuma, na maioria das vezes, ser direcionada ao inglês ou ao espanhol — línguas maciçamente difundidas no mundo. Mas alguns moradores do Distrito Federal fogem do lugar-comum ao optar por grafias e por fonemas menos usuais, como é o caso do grego, do catalão, do latim e até de línguas restritas a alguns grupos, como os indígenas e os ciganos. Embora Brasília seja sede de embaixadas de várias nações, nem todos os idiomas são ensinados na capital do país. Alguns sofrem com a baixa demanda de interessados, o que dificulta a formação de turmas. No UnB Idiomas, programa de extensão da universidade, por exemplo, há uma série de opções. Pelo menos nove cursos ofertados são de línguas exóticas, como o turco, o mandarim, o russo e o esperanto.

O pequeno número de alunos não desanima a professora de latim Virna Pedrosa Sobral, 35 anos. Há 15, ela se dedica ao ensino da língua. Os estudos começaram na infância, ao lado da irmã. As duas aprenderam a ler em casa, em aulas dadas pelo pai, que desenvolveu uma metodologia própria. Há quase duas décadas, ele é docente na Universidade de Brasília (UnB). “O latim foi um ofício que o meu pai me ensinou. Sou formada em letras e sempre atuei em várias áreas. Mas, paralelamente, o latim sempre esteve presente. Na minha concepção, quando se aprende essa língua, a pessoa fica mais inteligente, afinal, fica mais fácil estudar qualquer outra coisa, principalmente aprender outros idiomas”, sugere.

Ainda segundo Virna, que também dá aulas particulares na Asa Norte, há sempre interessados pelo idioma. Os cursos duram, em média, dois anos, mas nem todos conseguem concluir o programa. “Geralmente, a procura parte de pessoas que estão fazendo doutorado ou gostam de estudar línguas. Mas há um grupo de senhoras para as quais eu dou aula, no Lago Sul, que optaram pelo latim para se aperfeiçoarem no canto gregoriano”, detalha.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade