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Estado de Minas

Quitar dívidas antes do tempo não é fácil; Procon-DF contou 230 queixas

Os clientes que tentam pagar a dívida antes do prazo encontram obstáculos nos bancos para saber o saldo atualizado


postado em 25/08/2014 06:45 / atualizado em 24/08/2014 21:46

Geraldo José teve uma dificuldade ainda maior porque o empréstimo foi pego em um banco que faliu(foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)
Geraldo José teve uma dificuldade ainda maior porque o empréstimo foi pego em um banco que faliu (foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)

A expectativa de quem empresta dinheiro é o pagamento total da dívida, de preferência, o mais rápido possível. Mas existem aqueles que reclamam das dificuldades para a quitação antecipada dos débitos. Os clientes que tentam pagar a dívida antes do prazo encontram obstáculos nos bancos para saber o saldo atualizado, não entendem os critérios de atualização do saldo devedor e, às vezes, não têm acesso nem ao boleto de pagamento. O reflexo dessa situação é o aumento de reclamações no Procon do Distrito Federal. Os atendimentos sobre o assunto cresceram 14,7% na comparação entre 2012 e 2013. Este ano, foram contabilizadas 230 queixas.

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O problema não é exclusivo do Distrito Federal. Pelos dados do Banco Central, 196 consumidores de todo o Brasil tiveram que recorrer ao canal de atendimento da instituição para reclamar sobre o assunto. Além disso, na última semana, a Proteste Associação de Consumidores entrou com duas ações civis públicas contra os bancos BMG e BV Financeira na Justiça paulista. A entidade pede indenização por danos materiais e morais coletivos a consumidores que não conseguiram a quitação antecipada de pagamento de empréstimos, crédito consignado ou financiamento.

O que motivou a Proteste a entrar na Justiça foi a repetição do problema. “Nós tínhamos 134 consumidores que não obtiveram êxito em antecipar o pagamento da dívida. Eles não tinham acesso ao Custo Efetivo Total (CET), o Serviço de Atendimento ao Cliente não gerava o boleto ou, quando este chegava, estava vencido e o consumidor tinha que pedir de novo”, explica Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. A BV Financeira e o BMG informaram, via nota, que não foram notificados sobre as ações.

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