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Estado de Minas CINEMA

Movimento defende a preservação do Drive-In, último do país


postado em 25/08/2014 08:16 / atualizado em 25/08/2014 14:04

Urbanistas e arquitetos querem que o cinema seja patrimônio cultural(foto: Viola Junior/Esp. CB/D.A Press)
Urbanistas e arquitetos querem que o cinema seja patrimônio cultural (foto: Viola Junior/Esp. CB/D.A Press)


Último representante no Brasil, o Cine Drive-In tem futuro incerto com o anúncio da reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet. Diante dessa insegurança, o grupo Urbanistas por Brasília lançou uma campanha para preservar o cinema ao ar livre. O objetivo é reunir 5 mil nomes e entregar um abaixo-assinado para pedir aos deputados distritais que analisem o Projeto de Lei nº 1.608/2013, que torna o local patrimônio cultural material do Distrito Federal. Até agora, mais de 4,6 mil pessoas assinaram o documento.

No início da noite, a Terracap afastou a possibilidade de acabar com o Drive-In. Por meio de nota, a instituição informou que as obras do autódromo, que serão iniciadas em novembro, não interromperão o funcionamento do espaço “durante e depois da reforma”.

A preocupação dos arquitetos e urbanistas surgiu com o anúncio da reforma do autódromo ainda neste ano para receber a Fórmula Indy em 2015. Sem saber o destino do Cine Drive-In, eles saíram em defesa do local. “Ele virou uma peça de memória para a cidade. Nasceu em uma época conjunta à construção do Mané Garrincha e proporcionou à população uma das poucas opções de cinema na cidade na década de 1970”, comenta o professor fundador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Brasília (UCB) e um dos criadores do grupo Urbanistas por Brasília, Frederico Barboza.

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Apesar de ser o último no país e de ter perdido espaço para as modernas salas e para tecnologias como 3D, Barboza sinaliza que as exibições de cinema ao ar livre têm crescido nos últimos anos no Brasil. “Ainda é algo muito aprazível a qualquer cidadão. Recebe qualquer pessoa e você não tem que sair do carro. Só por esse quesito de acessibilidade já tem um valor enorme”, avalia o professor. Para ele, preservar o Cine Drive-In é promover a preservação urbanística de Brasília. “Estamos lutando por um bem cultural e pela sua memória”, completa.

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