Jornal Correio Braziliense

Cidades

Candidatos ao Palácio do Buriti pegam carona com os aliados mais populares

Enquanto Frejat ressalta a experiência e a ligação com Arruda, Agnelo aposta no mandato e em Lula. Rollemberg quer colar imagem em Marina e Reguffe, Toninho chama para si a responsabilidade de ter impugnado o ex-concorrente e Pitiman se compara ao ex-governador

Numa disputa agora mais acirrada com a renúncia de José Roberto Arruda (PR), a meta é firmar uma imagem estrategicamente elaborada pelos marqueteiros e pegar uma carona na popularidade de aliados. Jofran Frejat (PR), novo concorrente no páreo, vai tentar ressaltar a experiência de cinco mandatos como deputado federal e duas décadas como secretário de Saúde, além de explorar o apoio de Arruda e do ex-governador Joaquim Roriz (PRTB). O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) quer reforçar a vinculação com José Antônio Reguffe (PDT) e Marina Silva (PSB), que lideram as pesquisas capital do país. O governador Agnelo Queiroz (PT) tem se valido da presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos programas na televisão e trabalha, dia a dia, para mostrar ao eleitor as realizações do mandato no Palácio do Buriti.

Desde o domingo, os concorrentes ao GDF foram às ruas e se reuniram com coordenadores de campanha e aliados para traçar caminhos e cenários para a reta final da corrida eleitoral. Os efeitos da saída de Arruda ; derrubado pela Lei da Ficha Limpa ; ainda são um mistério para os candidatos e os aliados, que aguardam a divulgação das primeiras pesquisas eleitorais para avaliar como ficará o panorama político da capital federal. Arruda diz ter pesquisas que demonstram uma grande capacidade de transferência de votos aos integrantes da coligação.

Entre petistas há uma satisfação contida com a troca de candidatos. Ninguém quer comemorar abertamente, mas o grupo de Agnelo aposta que disputará o segundo turno com Rodrigo Rollemberg. A aposta é de que Frejat, embora seja um candidato competitivo, não terá condições de se apresentar ao eleitor a tempo de crescer em popularidade e chegar à segunda fase da campanha. O ex-deputado federal esteve afastado da política nos últimos quatro anos e não tem o mesmo carisma de Arruda, segundo a avaliação de integrantes da campanha petista.

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