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Estado de Minas

Como nasce um food truck: empreendedora mostra como materializar a ideia

O Retrato Brasília apresenta, na segunda-feira, o projeto bem-sucedido de um food truck. A ideia surgiu em uma viagem ao Caribe e materializou-se numa kombi vermelha que vende sanduíches artesanais pela cidade


postado em 08/11/2014 06:04 / atualizado em 08/11/2014 08:30

Com investimento de R$ 130 mil, uma kombi ano 2000 virou o Corujinha: food truck atende 100 clientes por dia (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press - 18/7/14)
Com investimento de R$ 130 mil, uma kombi ano 2000 virou o Corujinha: food truck atende 100 clientes por dia (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press - 18/7/14)


O modelo de negócio proposto pela empresária Marcela Prado, do food truck Corujinha, será apresentado no painel sobre empreendedorismo do projeto Retrato Brasília, realizado pelo Correio Braziliense e pelo Banco do Brasil. O evento é gratuito e acontece na próxima segunda-feira, a partir das 19h, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

Numa kombi vermelha ano 2000, materializou-se a ideia de criar um dos primeiros restaurantes de rua da cidade. Depois de voltar de uma viagem ao Caribe, a chef Marcela Prado resolveu juntar sua paixão por cozinha à possibilidade de encarar o hobby como uma forma de ganhar dinheiro. “Eu me apaixonei pelo que vi na viagem. Então, a ideia tomou forma”, explica.

Ainda traçando o caminho do que viria a ser o Corujinha, Marcela preferiu customizar uma Kombi a utilizar um caminhão — veículo normalmente escolhido para abrigar esse tipo de comércio. A brasiliense de 30 anos viajou até São Paulo e, lá, planejou detalhadamente tudo o que queria tirar do papel. Foi um investimento de R$ 130 mil. “A loja ficou com a minha cara. Eu consegui imprimir minha identidade ali, e isso foi uma maneira de me aproximar dos clientes”, afirma.

Mas não é só o descolado espaço que chama a atenção. Tratando-se de comida, o mais importante são as receitas que saem da cozinha. Nada é industrializado. No cardápio, pão e molho são artesanais, e os refrigerantes, todos orgânicos. Para organizar tudo e garantir a boa qualidade dos produtos, foi necessário estudar gastronomia. “Sempre quis apresentar uma variedade que fosse, ao mesmo tempo, bonita e saudável. Portanto, tive que me aprimorar”, diz.

Sanduíches naturais, saladas, hambúrguer e batata frita são alguns dos quitutes que a população do DF poderá encontrar no cardápio. O preço do lanche, incluindo comida e bebida, fica entre R$ 15 e R$ 30. O Corujinha chega a atender 100 pessoas em um único dia. “Já servimos 400 pessoas, mas acho que é uma demanda muito grande. Não é a mesma coisa.”
Considerada uma expert nessa área, Marcela Prado diz que Brasília ainda tem muito espaço para novos empreendedores. “As pessoas veem essa cidade apenas como um lugar de arquitetura moderna e funcionalismo público. Mas não é assim. Estamos em movimento”, garante.

Os pratos servidos no Corujinha agradaram tanto aos brasilienses que, segundo a chef, há uma turma de clientes que literalmente segue o cheiro da comida. “Normalmente, a Kombi fica estacionada na zona central do Plano Piloto. Isso quando não estamos trabalhando em festas e eventos. As pessoas descobrem quando vamos ao Parque da Cidade ou ao Eixão e esperam pela gente.”

A relação, porém, vai além da tradicional compra e venda. “Os clientes dão sugestões, e a gente aceita. Isso é muito bacana. As pessoas adoram o feedback”, pontua. Para Marcela, nunca houve dificuldades no trabalho. O prazer de levar boa comida para rua, diz, supera todos os obstáculos. “Jamais achei um trabalho difícil. Gosto de cozinha e de estar ao ar livre. Sou assim”, conclui.

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