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A funcionária pública Marlene Farias, 45 anos, foi uma das moradoras que tinha o carro estacionado. "Com a força da correnteza, a água começou a levar todos os carros. Nós começamos a segurá-los para não serem levados", disse. "Essa água vem toda do Estádio Nacional. Ela não tem vazão e vem direto para a nossa quadra", acrescentou. Desde a última fote chuva, em 30 de novembro, a garagem do bloco G da mesma quadra permanece interditada.
O dono de um estúdio de fotografia da 311 Norte estima um prejuízo de R$ 70 mil em equipamentos eletrônicos. A loja fica no subsolo e foi totalmente inundada. Rodrigo Carleppi, 40 anos, conta que está no local há oito anos e nunca viu uma chuva desta proporção. " Quando me ligaram falando que tinha inundado, achei que era pouca coisa. Quando cheguei me assustei. O prejuízo é grande, principalmente porque nada disso tem seguro", disse.
A força da água cedeu a calçada que dá acesso ao subsolo do bloco E. O Corpo de Bombeiros bloqueou o local para a retirada de água.
No bloco H, aproximadamente 100 carros ficaram presos na garagem pela chuva, apenas alguns moradores conseguiram retirar os veículos. Acredita-se que a água tenha chegado a 1,8 metro. A funcionária pública Cristina Coelho, 42 anos, lembra que a chuva chegou com tanta força que não teve tempo de tirar o carro. "Isso tudo é por causa da falta de vazamento de água. Ela vem do Noroeste e acaba atingindo os prédios", lamentou. Os bombeiros interromperam o fornecimento de luz, gás e água até que a garagem seja esvaziada pelo risco de curtos-circuitos.
Uma loja de equipamentos eletrônicos, no térreo do bloco da A da quadra 511 foi totalmente alagada durante a madrugada. Pelo menos 25 funcionários fazem o trabalho de limpeza do local. Eles acreditam que a água tenha subido a um metrô, atingindo computadores, tevês e equipamentos. A gerência ainda não calculou o prejuízo.