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Estado de Minas

Desafio nas salas de aula: equipe de Rollemberg prevê crise na educação

Futuro secretário, Júlio Gregório, quer tirar docentes de áreas administrativas, suprir deficits de atestados e expandir ensino integral


postado em 29/12/2014 06:52 / atualizado em 29/12/2014 06:55

Garantir o início do ano letivo com professores em sala de aula e escolas em boas condições de funcionamento é o primeiro desafio do futuro secretário de Educação, Júlio Gregório. Na última semana, a equipe de transição do governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), divulgou um relatório prevendo uma crise no setor. O nome escolhido para gerir a pasta anunciou planos para evitar a paralisação de aulas e a suspensão de disciplinas por falta de professores. Gregório prevê tirar docentes de áreas administrativas e realocá-los em sala. Além disso, pretende contratar temporários para suprir os deficits provocados por atestados e expandir a educação integral.

Música na Escola Classe 1 do Itapoã: o próximo governo quer implementar a educação integral na rede pública em conjunto com as secretarias de Esportes, Cultura e Cidadania (foto: Janine Moraes/CB/D.A Press-1/9/2014 )
Música na Escola Classe 1 do Itapoã: o próximo governo quer implementar a educação integral na rede pública em conjunto com as secretarias de Esportes, Cultura e Cidadania (foto: Janine Moraes/CB/D.A Press-1/9/2014 )


A medida inicial, em janeiro, será repassar o recurso do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) aos colégios a fim de possibilitar que diretores façam as devidas arrumações para receber os estudantes: cortar grama, pintar paredes, arrumar torneiras e outros serviços. Também foi identificada uma carência de 3.234 educadores na rede pública de ensino. “Contamos com a consciência de todos os professores para assumir esse grande compromisso. Em um momento como este, não há como termos uma quantidade considerável de professores em atividade que não seja de docência. Na medida em que organizarmos as redes, poderemos fazer as substituições, e os coordenadores voltarão a essa função”, diz o secretário (leia Quatro perguntas para).

Mas a falta de educadores, sendo 406 de matemática e 406 de português, só deve ser confirmada após as matrículas e os remanejamentos, pois alguns professores passam por processo seletivo para mudar de escola. “Analisaremos as carências geradas por licenças de gestantes e médicas e afastamentos temporários. Vamos cobrir isso com profissionais contratados temporariamente”, adianta Júlio Gregório. A Secretaria de Educação realizou um concurso para a seleção de docentes que será aproveitado.

Creches
Bandeira de Rodrigo Rollemberg durante a campanha para o governo do DF, a educação integral tem uma proposta para acontecer na nova gestão. “Não podemos pensar nesse tipo de ensino somente mantendo o aluno o dia todo na escola. O que precisamos fazer é trabalhar a formação integral, garantindo uma relação estreita com as secretarias de Cultura, de Esportes, de Cidadania e outras”, completa o futuro secretário. Ele ressalta que a falta de espaço físico não é problema para que o objetivo não se cumpra. Todas as ações podem ser desenvolvidas por meio dessas parcerias.

Júlio Gregório considerou ainda má gestão do atual governo o fato de a construção de 112 creches não ter se concretizado. Menos da metade delas foi construída, mesmo com recursos do governo federal em caixa. “Houve problemas para a definição de áreas. Isso envolve questão ambiental, alvará e outros. Não conseguiu executar por falta de gestão”, avalia. O plano para o próximo governo é chegar ao objetivo e ainda intensificar as parcerias com as creches para ofertar o serviço à população. “O atual governo tem dito que pagará todas as dívidas e deixará o sistema em condições adequadas. Temos a função de buscar recursos para a renovação dos serviços, não só os atrasados, mas todos”, conclui.


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