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Estado de Minas

Médica brasiliense ganha o Oscar da endocrinologia nos Estados Unidos

Valéria Cunha Guimarães foi a responsável por trazer ao Brasil o autoexame de tireoide. Sem o trabalho dela, a quantidade de iodo no sal não seria controlada pelo governo; ela se tornou a primeira brasileira a ganhar o Prêmio a Laureados da Sociedade Americana de Endocrinologista


postado em 07/02/2015 09:05 / atualizado em 07/02/2015 09:49

Valéria é a única brasileira entre os 14 ganhadores do prêmio deste ano(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Valéria é a única brasileira entre os 14 ganhadores do prêmio deste ano (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)


A brasiliense Valéria Cunha Guimarães foi a responsável por trazer ao Brasil o autoexame de tireoide. Sem o trabalho dela, a quantidade de iodo no sal não seria controlada pelo governo. Pois o talento e a dedicação da médica foram reconhecidos internacionalmente. Ela se tornou a primeira brasileira a ganhar o Prêmio a Laureados da Sociedade Americana de Endocrinologista, o Oscar da especialidade. A médica viajará em março para San Diego, nos Estados Unidos, a fim de receber a homenagem.

Valéria nasceu em Brasília, em abril de 1964. Filha de pioneiros, deixou a cidade para estudar. Mas não tinha dúvidas de que voltaria à capital para iniciar a carreira. “Minha família estava aqui e eu sentia que tinha muito a contribuir”, contou a endocrinologista. Ela cursou medicina na Universidade de Uberlândia, em 1987, fez residência na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e ganhou o mundo. Parte do doutorado foi desenvolvido em Chicago, nos Estados Unidos, onde nasceu o primogênito. De uma família de médicos, Valéria casou-se com um nefrologista e os três filhos escolheram trilhar o caminho dos pais.

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Quando voltou a Brasília, ela decidiu ir além do consultório. Em 1999, foi eleita presidente da Regional Distrito Federal da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. “Começamos a fazer campanha sobre a tireoide. Na época, as pessoas nem sabiam o que era, achavam que era uma doença”, relatou. O grupo divulgava o trabalho em locais de grande movimentação. “O diferencial é que não ficávamos apenas no diagnóstico, direcionávamos o paciente para tratamento na rede pública ou privada”, afirmou.

Durante a campanha, Valéria percebeu que não havia um controle da iodação do sal no Brasil. “A campanha gerou muitas dúvidas e começou a haver uma pressão sobre o governo a respeito disso. Teve um impacto muito bom para os pacientes”, lembrou. Com o controle do Estado a partir desse episódio, o trabalho desenvolvido por ela foi apresentado em congresso nos Estados Unidos. Depois, a médica foi eleita presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Ela também conquistou uma vaga no conselho da Sociedade Internacional de Endocrinologia e foi convidada a participar da associação americana, sendo, inclusive, indicada para assumir a presidência por duas vezes.

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