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Estado de Minas

Menina que sofre de epilepsia depende do governo para receber medicamento

Secretaria de Saúde do DF ainda não cumpriu decisão judicial, conseguida pela família da garota em outubro de 2014, para oferecer remédio de graça a Sabrian Azevedo Filgueira, de 8 anos


postado em 02/03/2015 09:41

O casal Patrícia e Fábio não pode pagar pelo remédio que ameniza as crises convulsivas da filha, Sabrina(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O casal Patrícia e Fábio não pode pagar pelo remédio que ameniza as crises convulsivas da filha, Sabrina (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)


Hoje, depois de meses longe dos livros, Sabrina Azevedo Filgueira, 8 anos, voltará para a escola. Ansiosa, a menina separou a mochila, os livros e os cadernos. O laço vermelho do cabelo também está na lista dos itens essenciais para o primeiro dia de aula. Mas a tranquilidade e a segurança que permitem que a criança retorne para o colégio estão ameaçadas. Um dos quatro remédios que Sabrina toma para controlar as crises convulsivas que tem está prestes a acabar. Em outubro do ano passado, a família conseguiu na Justiça o direito de receber o medicamento de graça. No entanto, a Secretaria de Saúde ainda não cumpriu a decisão judicial.

Sabrina nasceu com uma má-formação do cérebro que atrasa o desenvolvimento, dificulta a coordenação motora e provoca crises convulsivantes de difícil controle. Com quatro anos, ela teve o primeiro ataque e ficou dois dias internada no hospital. Desde então, a luta dos pais da menina é pela qualidade de vida dela. A cada crise, Sabrina se batia e se contorcia. Os episódios eram diários. A mãe, Patrícia de Azevedo Filgueira, 34 anos, que também sofre com alguns ataques, passou a ficar 24 horas ao lado da menina. A única fonte de renda da família é a do trabalho pai da menina, o analista de licitação, Fábio Filgueira Vergulho de Sousa, 35.

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Em setembro do ano passado, as crises se intensificaram tanto que Sabrina precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O médico responsável pelo caso prescreveu o anticonvulsivante Levetiracetam, além de outros dois remédios que ela já tomava. O valor de cada frasco do anticonvulsivo é R$ 750. Na primeira compra, Fábio vendeu as férias para o dono da empresa onde trabalha e conseguiu adquirir dois frascos. Em seguida, recebeu, por doação de conhecidos, a metade do medicamento do mês. “As crises fortes reduziram muito, e ela, intelectualmente, se desenvolveu muito. Na última consulta, o psiquiatra notou a diferença. Agora, até quando ela nos dá uma resposta, nós comemoramos”, comenta Fábio, aos risos.

No entanto, os dias calmos estão contados. O remédio está quase no fim e a família não tem condições de comprá-lo. Além disso, em dezembro, Fábio precisou desembolsar R$ 3 mil para importar um medicamento à base de Canabidiol (CBD), uma das substâncias derivadas da maconha (leia a memória). O conjunto dos quatro remédios praticamente zerou as crises de Sabrina e lhe garantiu qualidade de vida para retornar aos estudos. “Os melhores momentos dela aconteceram nos últimos seis meses”, conta o pai. Mas também gerou uma conta mensal no valor de R$ 2.500. Com o objetivo de economizar, até da natação Sabrina saiu.

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