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Estado de Minas

Redução do número de regionais encontra resistência na Câmara Legislativa

Eles são os principais articuladores das indicações dos administradores. Como se não bastasse, a medida tem sofrido forte resistência da população


postado em 17/03/2015 06:07 / atualizado em 16/03/2015 23:07

Na semana passada, centenas de moradores das regiões afetadas pelo projeto de fusão invadiram as galerias da Câmara Legislativa para acompanhar a discussão sobre o tema(foto: Carlos Gandra/CLDF)
Na semana passada, centenas de moradores das regiões afetadas pelo projeto de fusão invadiram as galerias da Câmara Legislativa para acompanhar a discussão sobre o tema (foto: Carlos Gandra/CLDF)

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) enfrenta grande resistência ao projeto de lei que diminui as administrações regionais das atuais 31 para 24 e, se for adiante, a tramitação da proposta pode acabar em uma derrota retumbante para o Palácio do Buriti. Na Câmara Legislativa, onde o projeto é discutido, os deputados distritais, sem exceções, são contrários à medida. São eles mesmos os grandes articuladores das indicações de administradores e do pessoal comissionado nessas repartições. Sem a aprovação do projeto, o Executivo terá dificuldades para cortar despesas com pessoal nessas localidades. Há décadas, administrações regionais serviram para cabides de empregos destinados a apadrinhados do governo.

Porém, também é visível um componente popular para tentar impedir que os parlamentares aprovem a iniciativa do GDF. Desde que chegou à Câmara, o assunto é duramente criticado por líderes comunitários. Na semana passada, uma comissão geral foi realizada na Casa para debater o assunto e o consenso entre os distritais é que a medida não deve ser aprovada.

O encaminhamento da matéria pelo Executivo evidenciou um quadro inédito nesta legislatura: o GDF não conta com o apoio de um único parlamentar para defender o Projeto de Lei 182/2015. Até mesmo no encaminhamento do aumento de impostos, o GDF contou com a base aliada, mas, desta vez, o grupo deixou o governo isolado. “Não há condições de votar porque a reação popular foi muito forte. No dia da comissão geral que debateu o tema, vimos as galerias lotadas de pessoas contra a proposta, sendo que não fizemos nenhuma divulgação especial nas cidades”, diz a presidente da Casa, Celina Leão (PDT).

 

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