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Estado de Minas

Conselho Regional de Medicina investiga caso de parto domiciliar

A obstetra que trabalhou nele é a mesma citada em procedimento do Ministério Público sobre o assunto. Segurança é discutida por profissionais da área


postado em 18/04/2015 08:13 / atualizado em 17/04/2015 23:48

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaurou sindicância para investigar um caso de parto domiciliar envolvendo uma obstetra brasiliense. O processo foi instaurado este ano, mas corre em sigilo. A mesma profissional é citada em um procedimento no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por falhas de segurança e informação. O Correio revelou ontem que o MPDFT investiga dois casos de nascimentos semelhantes, em que um bebê morreu depois de 12 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva neonatal e outro ficou com sequelas neurológicas após passar muito tempo sem respirar. Em ambos os casos, a pessoa denunciada é a mesma. Além da perda trágica, os pais se disseram vítimas de má informação e negligência.

Os familiares guardaram mensagens trocadas com a médica e as doulas contratadas para os partos domiciliares. A obstetra recomendou que, quando o trabalho começasse, os pais acionassem primeiro a doula. No caso do bebê que sobreviveu, uma das especialistas recomendou que a parturiente tomasse um remédio e descansasse até o dia seguinte. Quando a médica chegou, o bebê, que estava em posição pélvica, não havia saído completamente, as contrações tinham cessado e a criança já não respirava. A médica demorou 10 horas para levar a criança ao hospital e disse para os pais mentirem sobre o horário do nascimento da criança.

No caso em que o bebê morreu, o parto chegou próximo à 42ª semana. A parturiente notou uma secreção esverdeada e, após exame, verificou que o filho estava no início do sofrimento fetal. Apesar de ter planejado um parto domiciliar, a mãe foi levada ao hospital, onde a criança, que tinha aspirado mecônio, nasceu sem respirar.

A tragédia abre debate sobre a segurança do parto domiciliar. A obstetra Rachel Costa Vinhais dos Reis defende a segurança do parto domiciliar. Segundo ela, no entanto, a decisão pelo procedimento só ocorre no fim da gestação, caso tudo tenha corrido bem. “No processo, explicamos para os pais que a escolha será deles, desde que a gestação evolua bem. Deve ser de baixo risco”, explica. “Durante o parto em si, acompanhamos o bem-estar do bebê e da mãe. Uma vez que tudo siga bem, o parto termina em casa. Se, apesar de todos os cuidados, o bebê apresentar alteração ou desconforto respiratório que não seja transitório, optamos pela remoção”, esclarece.

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