Jornal Correio Braziliense

Cidades

Familiares participam de ação para cortar os cabelos e doá-los à Abrace

Mais de 40 pessoas, inclusive desconhecidos, cortaram ou rasparam os cabelos em uma ação solidária



O amor pode curar. Quem duvida disso pode ir até o endereço da família Furtado, que ontem participou de ação conjunta em nome de um parente. Há 44 dias o servidor público Daniel Furtado Lemos da Silva, 32 anos, recebeu a notícia de que está com câncer. O diagnóstico, dado por um médico de Unaí (MG), onde ele mora com a esposa, o trouxe para Brasília. É aqui que ele faz o tratamento ; o químico, dentro do hospital, e o de alma, em casa, ao lado de parentes e amigos. Ontem, uma surpresa foi montada para dar força a Daniel. Mais de 40 pessoas, inclusive desconhecidos, cortaram ou rasparam os cabelos em uma ação solidária. Os cabelos serão doados à Abrace e virarão perucas para crianças e adolescentes.

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;Cada pedaço de cabelo é uma dose de remédio. De ânimo e de amor.; A frase é de Juraci Furtado Maia, 55 anos, tia de Daniel. Há meses sem nem aparar o cabelo ; preso sempre em forma de coque, assim como a avó fazia ;, ela não teve piedade: cortou tipo ;joãzinho;, bem curto. ;Temos esperança de que tudo vai dar certo, de acordo com os planejamentos de Deus;, disse emocionada. A campanha foi chamada de Cabelão Solidário. Gabriela Furtado Maia, prima de Daniel, criou um grupo da família no WhatsApp e propôs a ação. A ideia era as meninas cortarem os cabelos curtos e os meninos, rasparem. Assim foi feito. Com o apoio de um salão de beleza do Lago Sul, a família se uniu na manhã de ontem. Parentes que não moram em Brasília também o fizeram e mandaram fotos.

Mobilização
Casada há dois anos com Daniel, Núbia Maria Vieira dos Santos Furtado, 30, não hesitou. Abriu mão das mechas longas para dar força ao marido. Ela lembra que estava com ele no dia em que o médico confirmou o câncer. ;Não foi fácil. Ele ficou triste e reagiu muito mal. Essa ação é para que ele se sinta amado;, afirmou. Os dois moram no município mineiro a duas horas de Brasília. Ficarão na capital até fechar o ciclo de tratamento. ;Estamos confiantes;, discursou Núbia.

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