Território dos contrastes, o Distrito Federal vive a desigualdade também na
distribuição das áreas destinadas à natureza. Enquanto Brasília é o milagre verde da
cidade-parque, as demais regiões administrativas vivem a luta do meio ambiente contra a ocupação
urbana irregular e a cobiça imobiliária. Nelas, faltam parques, em especial, os ecológicos, em
que lazer e preservação se aliam. No papel, a situação não parece tão grave. Afinal, estão
previstas 73 áreas verdes por decretos. Na prática, apenas 32 delas têm planos incipientes de
atividade. A maioria permanece com a situação indefinida e sem infraestrutura
implantada.
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Os parques ecológicos integram o
Sistema Distrital de Unidades de Conservação (Sduc), administrado pelo Instituto Brasília
Ambiental (Ibram), e pertencem à categoria de uso sustentável. Isso significa que a interação
entre população e ambiente é permitida e estimulada. Dessa forma, o objetivo dos parques
ecológicos é resguardar, pelo menos, 30% da vegetação nativa, recuperar recursos hídricos e
áreas degradadas, além de propiciar atividades de lazer e educação.
Se a população deixa a
desejar na questão da consciência, o Estado também não aplica as políticas públicas previstas.
;É necessário colocar em prática aquilo que está previsto no papel;, defende Nilo Mendes,
professor do curso de engenharia ambiental e coordenador do Projeto de Educação Ambiental da
Universidade Católica. ;Temos visto maior envolvimento da comunidade, mas falta um pouco de
entendimento na questão da manutenção e dos problemas com descarte de resíduos orgânicos, por
exemplo.; A reclamação mais recorrente a respeito desses espaços é justamente a falta de
limpeza, conta Mendes. ;Os parques deveriam estar protegidos;, opina.
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