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Estado de Minas

Turista quebra costelas e perfura pulmão após acidente em tirolesa

Uma profissional do Corpo de Bombeiros de Brasília estava em Alto Paraíso a passeio e fez os primeiros socorros do rapaz. Ela o manteve acordado e seguro enquanto o socorro não chegava. O maior problema no atendimento da chamada foi a dificuldade de acesso à cachoeira


postado em 21/07/2015 16:38 / atualizado em 21/07/2015 19:19

(foto: Rodrigo Melchior/Divulgação)
(foto: Rodrigo Melchior/Divulgação)

Um turista de São Paulo se feriu após saltar de uma tirolesa, em uma cachoeira a 64 km de Alto Paraíso (GO). O rapaz de 25 anos teria pulado, batido na água e, em seguida, em uma pedra. A falta de estrutura de socorro e a dificuldade de comunicação impediram que ele fosse atendido rapidamente. Ele teria quebrado três costelas e fraturado três vértebras por volta das 14h deste domingo (19/7). O socorro, porém, só chegou por volta da meia-noite do mesmo dia.

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Uma profissional do Corpo de Bombeiros do DF também estava no local a passeio fez o socorro do rapaz, mantendo-o aquecido e impedindo com que ele se mexesse muito ou ingerisse líquido. Ela esperou no local até que os militares chegassem para ajudar. Segundo testemunhas, o carro dos socorristas teria quebrado no meio do caminho, o que fez com que eles demorassem mais ainda. Além disso, o helicóptero que poderia ser fornecido pelo Estado de Goiás estava fora de operação. O ferido foi encaminhado para um hospital de Alto Paraíso (GO) e, em seguida, transferido para o Hospital de Base do Distrito Federal. Logo depois, foi para um hospital particular do DF.

"Foi grave o acidente, mas Deus colocou a mão. Não era hora dele. Uma preocupação que eu tinha era com o frio, para evitar hipotermia ou choque. Então, todas as pessoas que estavam no local juntaram as roupas para poder amenizar. O vento era gelado e úmido", contou a profissional do Corpo de Bombeiros que preferiu não se identificar. Ela teria que voltar para Brasília no horário em que aconteceu o acidente e ficou sem dar notícias à família até o momento do resgate.


De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros de Goiás, Ciro Martins da Silva, os acidentes na cachoeira Catarata dos Couros são frequentes. “Existem certos riscos agregados a algumas atividades praticadas na Chapada. Uma boa estratégia para evitar acidentes é procurar guias turísticos registrados em associações, pegar referências, andar com grupos experientes”, afirmou.

Um dos problemas, no caso do turista de São Paulo foi a ausência de um sistema eficaz de frenagem na tirolesa. “Não havia nada para frear durante o trajeto. Todos os que desciam caiam diretamente na água em velocidade alta”, completou o capitão.

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