Publicidade

Estado de Minas

Especialistas alertam para cuidados na hora de escolher plano de celular

Alguns dos principais problemas são a falta de clareza nos contratos e as cobranças indevidas


postado em 27/07/2015 08:22 / atualizado em 27/07/2015 08:23

"Não passam as informações corretamente. A gente adquire um pacote e, na hora de usar, é outra coisa. A conta sempre ultrapassa. Já mudei duas vezes os meus contratos somente neste ano", diz Rhanie de Souza, supervisor de call center (foto: Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press )
A escolha do plano de telefonia pós-pago parece ser fácil, mas qualquer erro pode acarretar em prejuízo para o consumidor. É o caso de Diomedes Ferreira Gomes, que, há quase três meses, adquiriu um novo pacote. O funcionário público pensou que o serviço estava adequado à necessidade dele, mas, no momento em que chegaram as primeiras faturas, ele percebeu que a opção não foi a mais vantajosa. Os gastos ultrapassaram mais de R$ 100 do previsto. A insatisfação de clientes de operadoras com esse tipo de situação é frequente, pois poucos avaliam com cuidado.

Após a falha, Diomedes foi a uma loja da operadora para alterar o plano. Inicialmente, ele não avaliou o quanto usaria dos serviços. “Ultrapassei o meu pacote. Na época em que adquiri, não cheguei a pesquisar outros planos. Pensei que aquele me atenderia bem, mas não foi o que ocorreu”, lamenta. A solução encontrada por ele foi modificar o plano, de livre para a modalidade de controle. “Não fui bem orientado na hora da compra. Pensei que o pacote bloqueava depois que atingisse o limite. Agora, espero que as contas não venham com valores altos novamente”, afirma.

Leia mais notícias em Cidades

Rhanie de Souza, 20 anos, tem contrato com duas operadoras. Em uma linha, o serviço mais usado é o pacote de voz; na outra, as ligações. A reclamação do supervisor de call center é referente à falta de clareza dos contratos. “Não passam as informações corretamente. A gente adquire um pacote e, na hora de usar, é outra coisa. A conta sempre ultrapassa. Já mudei duas vezes os meus contratos somente neste ano”, conta.

Além desse problema, as cobranças indevidas aparecem como uma das maiores reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. O presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idecon), Reginaldo Araújo Sena, explica que as negociações são fundamentais para o cliente sanar as dúvidas com a operadora. “Os vendedores são orientados a fazer o consumidor comprar o pacote; por isso, as pessoas acabam gastando demais, pois não questionam. Em vez de ser convencido pelo vendedor, seja convencido por aquilo que está escrito no documento”, orienta.

 

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade