Cidades

Sindicato faz vistoria no Hospital de Base e considera a situação caótica

Os principais problemas do hospital são a falta de médicos e de insumos básicos

Nathália Cardim
postado em 03/08/2015 19:30
Diretores do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico) percorram a emergência do Hospital de Base do DF (HBDF) na tarde desta segunda-feira (3/8) para verificar as condições de trabalho e as dificuldades na assistência à saúde da população. De acordo com o presidente do sindicato, Gutemberg Fialho, o grupo diz que a situação é caótica. Os principais problemas do hospital são a falta de médicos e de insumos básicos.

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Durante todo o dia, o Centro de Trauma da unidade atuou com apenas um profissional para atender mais de 10 pacientes. O resultado da falta de recursos humanos era visto nos corredores, cheios de macas com pacientes que esperavam por atendimento.

"A situação continua grave igual ao início do governo. O caos não foi solucionado e esperamos soluções para os problemas crônicos na saúde pública. A questão não é a gestão. Falta vontade política para resolver o problema", disse Fialho. "Pela integridade física dos médicos e pacientes é que o Sindicato dos Médicos tem feito essas visitas aos hospitais, com o objetivo de que se tornem explícitas as reais condições de trabalho da categoria", completou.

O SindMédico vai continuar visitando os hospitais do Distrito Federal sem aviso prévio. Segundo o presidente do sindicato, a realidade do HBDF é semelhante à encontrada em unidades de saúde de outras regiões do DF.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que tem trabalhado para melhorar as instalações e o abastecimento de toda a rede, em especial o Hospital de Base. "Em relação aos medicamentos, por exemplo, a pasta esclarece que em 1; de janeiro mais de 300 itens estavam zerados na rede. O número baixou para 70 durante os seis primeiros meses e, neste momento, apenas 65, de um total de 750, estão em falta. Esses, no entanto, estão em processo de aquisição", diz o documento.

Quanto à falta de profissionais, a secretaria informou que o Hospital de Base atendeu, nesta segunda-feira (3/8), com 30 médicos pela manhã e 27 à tarde. Sobre a escala da Clínica Médica, a pasta informa que apenas um dos três escalados atendeu aos pacientes. Os demais apresentaram atestados. "No Trauma, havia três cirurgiões pela manhã e o mesmo quantitativo à tarde. Ou seja, escala completa".

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