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Estado de Minas

UnB começa 2º semestre com greve de servidores e redução de terceirizados

Práticas em laboratórios e o funcionamento da biblioteca estão entre os serviços prejudicados


postado em 14/08/2015 06:03

Greve dos servidores chega a 70 dias e não tem data para acabar: além de reivindicar reajuste salarial, eles protestam contra os cortes das verbas destinadas ao ensino superior(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Greve dos servidores chega a 70 dias e não tem data para acabar: além de reivindicar reajuste salarial, eles protestam contra os cortes das verbas destinadas ao ensino superior (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

 

O artigo de boas-vindas do reitor Ivan Camargo já dava o tom das dificuldades enfrentadas. “A partir de 10 de agosto, os corredores da Universidade de Brasília voltam a ser transitados por gente movida por desafios. Entre eles, o de aprender, o de ensinar, o de discutir e o de pensar. Este aguardado período também é, infelizmente, marcado pelo enfrentamento de uma conjuntura difícil no país e na instituição. Passar bem por este momento é um dos nossos desafios coletivos na volta às aulas”, diz o texto. Os 40 mil estudantes que retomaram as aulas na última segunda-feira se depararam com a notícia de que a UnB precisará passar por uma reavaliação de seus gastos em virtude das dificuldades orçamentárias impostas pelos cortes do governo federal. Além do problema econômico, a greve de servidores não dá trégua — já são 70 dias — e prejudica setores administrativos e acadêmicos.

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A redução de investimentos no ensino superior pelo Governo Federal congelou R$ 1,9 bilhão em todo o país no início do ano. Na UnB, o corte atinge 10% da verba necessária para manter a universidade. Isso representa R$ 1,5 milhão a menos de repasses federais todos os meses — as despesas mensais chegam a R$ 15 milhões. As dificuldades ainda se juntam a dívidas. Somente das contas de energia elétrica e água, até fim do semestre passado, eram devidos R$ 2,3 milhões. “É preciso reconhecer que é um momento díficil, mas não podemos deixar a universidade parar. Estamos fazendo esforço para conseguir funcionar, por mais que precária que esteja a situação. Preferimos prosseguir do que parar como em outras universidades pelo país”, admite o reitor Ivan Camargo ao Correio.

Segundo ele, o panorama atual indica que será necessário um corte de 10% no custeio (contratos de servidores e materiais) e 50% nos investimentos do estabelecimento de ensino. “Estamos tentando fazer o máximo de esforço para preservar a situação financeira da universidade. Isso vem com a constante readaptação de contratos. Essa medida é indispensável para garantir o funcionamento dos serviços acadêmicos”, explica Camargo.

Jornada em dobro
Hoje, dois terços da verba destinada a custeio são usados para pagamento de empresas que prestam serviços, logo o corte impacta diretamente na redução de terceirizados nos quatro campi de ensino. De 5,9 mil servidores, cerca de 2,5 mil têm contratos com prestadoras de serviços de segurança, limpeza, copa, manutenção, jardinagem e transporte. A despesa total com a folha de pagamento no ano passado foi de R$ 130 milhões. A readaptação dos contratos é para economizar com os gastos e não inviabilizar ainda mais os investimentos. “O único contrato que não foi alterado foi da área de vigilância.

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