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Estado de Minas

Quinze anos depois de massacre na Papuda, presídio continua superlotado

O sistema prisional do DF tem 7.411 vagas e o dobro de detentos: 14.615


postado em 17/08/2015 07:39 / atualizado em 17/08/2015 07:38

Viúvas choram na porta do presídio: a morte dos detentos, em agosto de 2000, até hoje suscita dúvidas e mistérios(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 17/8/00 )
Viúvas choram na porta do presídio: a morte dos detentos, em agosto de 2000, até hoje suscita dúvidas e mistérios (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 17/8/00 )


O maior massacre da história da Papuda durou apenas 50 minutos e foi praticado por cerca de 200 detentos munidos de armas artesanais. Eles invadiram o Pavilhão B e atearam fogo aos colchões da cela 1, onde havia 15 presos. O cheiro de carne humana queimada exalou pelos corredores. Os corpos retorcidos ficaram amontoados no banheiro onde o grupo tentou se refugiar das chamas, da fumaça e do calor. Em menos de uma hora, 11 morreram queimados vivos ou sufocados pela fumaça (leia quadro). Quinze anos depois da tragédia, as causas que levaram a um dos piores episódios da Papuda acabaram nos arquivos, sem que ninguém tenha memória sobre o desfecho.

A chacina de presos sob a custódia do Estado ocorreu após o assassinato do caminhoneiro e traficante Ananias Elizário da Silva. Ele estava preso havia cinco anos e foi morto a estocadas. Era apontado como o responsável por cerca de 40 mortes e prestou depoimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Roubo de Cargas (CPMI), que investigava quadrilhas especializadas em roubo e receptação de cargas DF e em outras cidades brasileiras.

Ananias morreu dias depois de um depoimento aos parlamentares. A polícia atuava com a possibilidade de Ananias ter sido morto por vingança — ele denunciara um plano de fuga de outros presos —, ou por conta de uma guerra pela disputa do comando do comércio de drogas no presídio. Mas um dos parlamentares da CPMI acredita em queima de arquivo.

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