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Estado de Minas

Funcionários da CEB entram em greve a partir de segunda-feira

A equipe da estatal ficará reduzida e serão atendidas somente ocorrências emergenciais, e chamados de hospitais e de escolas


postado em 03/11/2015 19:58 / atualizado em 03/11/2015 22:22

(foto: Camila Costa/CB)
(foto: Camila Costa/CB)
 

 

A partir de segunda-feira, mais uma categoria de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) cruzará os braços: os eletricitários. Os funcionários da Companhia Energética de Brasília (CEB) votaram no início da noite desta terça-feira (3/11) paralisação geral por tempo indeterminado. A equipe da estatal ficará reduzida e serão atendidas somente ocorrências emergenciais, e chamados de hospitais e de escolas, por exemplo. Apagões de luz de regiões administrativas do DF não serão ignorados, no entanto, demorarão a serem atendidos.

A assembleia foi por volta das 18h, na sede da CEB, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Participaram servidores da empresa e terceirizados. A empresa tem cerca de 950 trabalhadores. A maioria dos empregados (terceirizados não votam) votou pela greve geral. Segundo o diretor da Secretaria Jurídica do Sindicato dos Urbanitários do DF Alairton Gomes, a categoria está no período da database - época de renegociação do acordo coletivo -, no entanto, a proposta apresentada pela companhia não atende as revivindicações dos trabalhadores. “Não atende as expectativas, é uma proposta ruim e não tinha como não encaminhar para a reprovação”, justificou.

A categoria quer reajuste de acordo com o INPC, mais ganho real, para repor, de acordo com o sindicato, perdas inflacionárias ao longo dos últimos anos. A proposta da CEB é de reajuste zero. Benefícios como bolsa escola, auxílio-creche, tícket alimentação também estão sendo questionados pelos servidores. O auxílio-babá, por exemplo, que hoje é pago integralmente para crianças até seis meses, seria reformulado e passaria a valer a mesma cota paga para crianças de 7 meses a 36 meses, no valor de R$ 335,96. Ou seja, a CEB não pagará mais o benefício completo.

Diante a proposta da empresa, outra perda será o tícket-natalino. Até então, todos os anos os funcionários recebiam um talão a mais no fim do ano. Também não terão mais. “Historicamente, esta sempre foi uma categoria que fez acordos, com muita transparência, mas o que estamos vendo é pouca negociação, onde tudo é “não”. Estão querendo subtrair direitos, não oferecem reajuste, ou seja, é inaceitável”, ponderou o advogado do sindicato, Ulisses Borges Resende. Pela assessoria de comunicação, a CEB afirmou que ofereceu “o que podia dentro da realidade econômica e financeira da empresa, que essa realidade, inclusive, foi apresentada aos trabalhadores”. Apesar da previsão de greve, a CEB também declarou que continua aberta a negociações.

Tudo parado
Outras três categorias entraram em greve também nesta terça-feira (3/11). Pela manhã, metroviários pararam parcialmente, mas à tarde, o serviço foi completamente suspenso e todas as estações estavam fechadas, sem previsão de retorno. Servidores da Novacap também decidiram pela paralisação, afetando atividades de manutenção e fiscalização de obras na cidade. No fim do dia, funcionários da CEB votaram pela greve a partir da semana que vem, o que deverá causar demoras no atendimento ao público. As classes se unem a outras que já estavam de braços cruzados, como professores, técnicos de enfermagem, médicos, além de agentes do Detran, do DER e do Ibram.

 

 

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