Cidades

Mais de 45 mil servidores do DF voltam ao serviço

Ao menos nove categorias, entre elas do Detran e do DER, retomaram as atividades ontem após a promessa do governo em pagar os reajustes e o retroativo. Professores, médicos e metroviários continuam à espera de negociação

postado em 11/11/2015 06:05

Assembleia dos funcionários do Departamento de Trânsito (Detran) na sede da autarquia: 3,7 mil retomam o serviço após 14 dias parados

Os movimentos grevistas caminham para o fim. Ontem, os servidores do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) retornaram às atividades após 33 dias de braços cruzados, a maior paralisação da história da autarquia. Funcionários do Departamento de Trânsito (Detran), do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), do Na Hora, da Defensoria Pública, das administrações regionais e dos setores culturais também decidiram pela suspensão das greves. As demais categorias paradas, como professores, médicos e metroviários, ainda esperam um novo posicionamento do Executivo local.

Os mais de mil agentes do DER voltaram ao trabalho após o GDF se comprometer a estudar as reivindicações a partir da criação de grupos de trabalho. Esse fator foi fundamental para servidores de outros órgãos suspenderem os movimentos. O governo garantiu o pagamento dos reajustes para outubro do próximo ano e o repasse do retroativo a partir de janeiro de 2017. ;Não entendemos essa proposta como uma vitória, mas é um avanço;, comentou o presidente do Sindicato dos Servidores do DF (Sindser-DF), André Luiz da Conceição.

Os 3,7 mil funcionários do Detran estavam parados havia 14 dias. ;Decidimos voltar em respeito à população e também dar um voto de confiança para que o governo cumpra os acordos;, comentou o presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran-DF), Fábio Medeiros. Com isso, eles retomam hoje os serviços de vistoria de veículos, transferência de propriedade, banca examinadora, obtenção e renovação de CNH.

Servidores ligados a administrações diretas e em órgãos como Na Hora, Procuradoria-Geral do DF, Defensoria Pública e agentes de atividades culturais também finalizaram a greve. São mais de 40 mil. Porém, os 230 funcionários do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) permanecem de braços cruzados até novas negociações. ;O governo entendeu algumas demandas, mas o pessoal do meio ambiente só volta aos trabalhos após ajustes;, explicou o presidente do Sindireta, Ibraim Yusef.

Proposta
Na área do transporte público, os metroviários permanecem parados desde 3 de novembro. A categoria quer a garantia de convocação dos aprovados do concurso público feito no ano passado e o cumprimento do acordo coletivo de abril, que prevê o pagamento do reajuste salarial, com a reposição da inflação, de 8,4%. Na segunda-feira, o Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô) enviou uma proposta para o GDF. ;Esperamos que os pontos sejam atendidos. Sabemos que talvez não seja possível atender por completo, mas, pelo menos, queremos algo válido para os trabalhadores;, explicou Quintino dos Santos Souza, diretor da entidade.

Quem usa o metrô se submete à operação limitada do serviço. A circulação garantida é de 15 trens nos horários de pico ; das 6h às 9h e das 17h30 às 20h30 ; e com embarque em metade das estações. A categoria reúne mil metroviários, e por enquanto, não há assembleia agendada. Os servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) suspenderam trabalhos rotineiros agendados, como ligação de luz de novas residências. Os professores, que se reúnem hoje, às 10h, na Praça do Buriti, e os médicos aguardam novas propostas do GDF.

A Casa Civil, por meio da assessoria de Comunicação, reafirmou o posicionamento de que mantém diálogo com todas as entidades que representam as categorias em greve. Segundo nota enviada pelo órgão, está confirmado o pagamento salarial dos servidores para o próximo ano. ;Para isso, alguns projetos para aumento da arrecadação do governo foram encaminhados à Câmara Legislativa;, reforçou.

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