Cidades

Polícia prende quadrilha que praticava golpe com financiamento de carros

Criminosos falsificavam documentos e revendiam os carros, que ainda possuíam dívidas com as empresas financiadoras

Isa Stacciarini
postado em 11/11/2015 07:30
Uma quadrilha especializada em fraude de documentos de veículos foi alvo de uma operação na manhã desta quarta-feira (11/11). A Polícia Civil do DF cumpriu seis mandados de prisão preventiva, duas conduções coercitivas e cinco mandados de busca e apreensão em Taguatinga e Ceilândia, além de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno. Segundo a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), os criminosos conseguiam comprar carros novos por meio de financiamentos utilizando dados das vítimas.

Foram cinco presos. Um integrante da quadrilha está foragido
O delegado-chefe da unidade, Jeferson Lisboa, explicou que o dono do veículo comprava o bem financiado, dava um valor de entrada e tinha uma prestação mensal. Mas, devido à dificuldade financeira, ele anunciava o automóvel para venda. Neste momento aparecia um fraudador. Ele prometia pagar a entrada que a vítima desembolsou e quitar o veículo. Para conseguir a liberação do carro junto à empresa financeira, os criminosos conseguiam dar baixa no gravame, que é uma espécie de demonstração se o veículo é alienado ou não tem nenhuma espécie de dívida. "A vítima dizia que só entregaria o carro quando baixasse o gravame. Alguém da organização conseguia fazer isso. O dono do carro, então, entregava o veículo com a procuração", esclareceu.



Revenda
Após conseguir o veículo, o fraudador anunciava o carro para uma terceira pessoa com até 15% abaixo do valor. "O primeiro dono do veículo recebia uma cobrança do banco alegando que ele não estava fazendo o pagamento das parcelas, mas ele explicava que havia vendido o veículo e o comprador quitado", ressaltou.

Agora a polícia investiga como a organização criminosa dava baixa no gravame. "Essa é a primeira fase da operação. Queremos saber se tem alguém do banco envolvido, pois consegue fazer isso pelo sistema on-line", contou. Os veículos eram, preferencialmente, da Renault e o banco era filiado ao Santander. Os envolvidos vão responder por estelionato, organização criminosa e falsidade ideológica.

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