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Estado de Minas

Médicos e metroviários do DF encerram greve

As duas categorias não firmaram acordo com o governo, no entanto, anunciaram o fim da paralisação


postado em 12/11/2015 23:30

Os médicos e os metroviários do DF anunciaram, na noite desta quinta-feira (12/11), o fim da paralisação de serviços. AS duas categorias não chegaram a um acordo com o governo, no entanto, encerraram a greve. A paralisação dos serviços de saúde começou em 8 de outubro,e, desde então, apenas emergências, urgências, enfermaria e Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) mantiveram os atendimentos. Já o metrô teve o funcionamento reduzido ao número mínimo de trens circulando desde o último 3 de novembro.  

 

“A proposta que o governo apresentou é indecente, uma proposta “sambarilove”, no entanto, respeitamos a população e a justiça”, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Gutemberg Fialho. Um dia depois de dar início à greve, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou a paralisação dos médicos ilegal. A orientação era de retorno imediato ou multa de R$ 100 mil diária, até que os serviços fossem normalizados.

 

A categoria pedia melhores condições de trabalho, regularização da distribuição de medicamentos e da manutenção dos hospitais e postos de trabalho, pagamento das pendências financeiras, como férias, 13º salário, licença e horas extras, além de reajuste salarial. O governo do DF já afirmou reiteradas vezes que não há recursos para conceder reajuste aos servidores públicos. A data prevista para pagamento continua outubro de 2016, contrariando a vontade do funcionalismo público. 

 

Metrô -DF

A decisão de encerrar a paralisação saiu de uma reunião, ontem, entre o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), a Procuradoria do DF, o sindicato e o Metrô DF. Um documento foi formulado, com o avanço de algumas propostas. Entre elas, a prorrogação do último concurso em mais dois anos. O número de convocados também será maior do que o previsto inicialmente.

 

No entanto, assim como os médicos, não houve acordo para reajuste. Os metroviários pediam a correção do INPC, no entanto, não será concedida. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, a expectativa é de que esta sexta-feira (13/11) amanheça com o sistema normalizado, ou seja, com os 24 trens e as 24 estações funcionando.

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