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Estado de Minas

Capital tem mais um projeto de construção de ponte sobre o Lago Paranoá

Apesar de não apresentar problemas hoje, a via que passa sobre a barragem do Paranoá pode trazer complicações no futuro, já que não foi projetada para suportar o tráfego intenso da região. Projeto da nova obra deve ser escolhido por meio de concurso


postado em 14/12/2015 06:00

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

O Lago Paranoá terá mais uma ponte sobre o espelho d’água. A obra será erguida ao lado da barragem do Paranoá e ligará a DF-001 à Estrada Parque Dom Bosco (EPDB). Dois fatores pesaram na decisão do Governo do Distrito Federal (GDF). Em relatório entregue em junho ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), a Companhia Energética de Brasília (CEB) expressou preocupação com o expressivo aumento do tráfego de veículos na via sobre a barragem — construída, inicialmente, para possibilitar vistorias na Usina Hidrelétrica do Paranoá. O outro motivo diz respeito à necessidade de melhorar o trânsito no local, que está saturado.

A usina da região tem capacidade de geração de 24MW. Isso corresponde a 2% da carga do DF ou metade da necessidade de uma cidade do porte do Guará (48MW). Quando o represamento do lago foi concluído, no início dos anos 1960 (leia Para saber mais), não se imaginava que o assentamento dos candangos responsáveis pela obra viraria uma cidade — o Paranoá — e que, depois dela, viriam o Itapoã e os inúmeros condomínios na região. Assim, a via que seria usada apenas para permitir a manutenção da usina hidrelétrica se transformou em uma das principais ligações entre essas regiões administrativas e o Plano Piloto, onde a maioria da população trabalha.

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O diretor-geral da CEB Geração, Paulo Afonso Teixeira Machado, diz que a preocupação com o fluxo de veículos — que chega a 20 mil por dia segundo o DER — na área se deve a vários fatores. “A pista não foi projetada para receber esse tanto de carro. Até engarrafamento tem em cima da barragem, e nos preocupa o risco de acidentes de trânsito que possam comprometer, por exemplo, o vertedouro, a abertura por meio da qual controlamos o nível de água”, explica. Machado cita ainda as fissuras no asfalto que aumentam o risco de infiltração. “O DER faz a manutenção periódica da massa asfáltica. Quanto maior o trânsito, maior é o desgaste. Queremos evitar riscos e comprometimentos da segurança da barragem relacionados ao trânsito intenso que se apresenta ali”, defende.

A pesquisa mais recente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) aponta que Paranoá e Itapoã, juntos, abrigam 109 mil habitantes. Segundo Henrique Luduvice, diretor-geral do DER, o trânsito no local ficará ainda mais sobrecarregado com a implantação de pelo menos três projetos do governo para a região: o Itapoã Parque, o Paranoá Parque — conjuntos habitacionais do programa Morar Bem — e a instalação do Polo Tecnológico. “A ponte é uma obra que vai resolver uma demanda do presente e se antecipa a um problema do futuro tanto do ponto de vista do trânsito, quanto da segurança da barragem”, diz.

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