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Estado de Minas

Floração dos cambuís ajuda a alegrar a paisagem das asas Sul e Norte

Graças a eles, quem anda pelas ruas de pelo menos 30 das 127 superquadras de Brasília, nesta época do ano, se depara com um tapete de pétalas amarelas forrando as calçadas


postado em 19/01/2016 07:30

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Chuva que vai e vem, céu cinza e eventuais trovoadas. Não se pode contar com o Sol para alegrar as paisagens de Brasília no começo do ano. Sobra para a vegetação, que cumpre bem a tarefa, mesmo à falta dos ipês e flamboyants. Por sorte, nem só de árvores de clima seco vive a flora brasiliense. Os cambuís, cientificamente conhecidos como Peltophorum dubium, são responsáveis por colorir a cidade na época das chuvas.

Júlia e Lucas, filhos de Sylvia Daltro, se divertem na época em que aparecem as flores dos cambuís(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Júlia e Lucas, filhos de Sylvia Daltro, se divertem na época em que aparecem as flores dos cambuís (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Graças a eles, quem anda pelas ruas de pelo menos 30 das 127 superquadras de Brasília, nesta época do ano, se depara com um tapete de pétalas amarelas forrando as calçadas. As flores, que caem do topo de árvores enormes, voam e se instalam nos cabelos, roupas e sapatos dos pedestres. Na chuva, elas acabam grudando nos parabrisas dos carros que estacionam embaixo das árvores, em busca de sombra, caso o sol saia repentinamente — como acontece com frequência em Brasília, capital do clima instável.

“Não é ipê?”, indaga Deijanilde Falcão, 50 anos, funcionária da Escola Classe 415 Norte, enquanto observa a árvore gigante, coberta de flores, que tem chamado a atenção de alunos, pais e professores. Apesar da floração parecida, do ponto de vista científico, as duas espécies têm pouco em comum. A começar pela altura. “Os cambuís podem ultrapassar os 25 metros, sendo mais altos até que alguns prédios da cidade”, comenta o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Rômulo Ervilha.

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Entre dezembro e fevereiro, 884 deles florescem pelas asas Norte e Sul, de acordo com levantamento do órgão. Embora a dúvida a respeito do nome seja frequente, há consenso sobre a beleza da árvore: “É a mais bonita da região. Adoro quando as flores aparecem, porque elas embelezam a quadra e enfeitam a cidade”, comenta Deijanilde, que trabalha na escola há seis anos. “É uma das plantas que mais chamam a atenção por aqui. Quem passa sempre comenta, pega o celular e tira uma foto”, concorda Aderaldo Ferreira, 45 anos, zelador de um bloco na Asa Norte desde que tinha 25. “Sempre fez sucesso”, garante.

Simples de cultivar
Como grande parte dos brasilienses, as mudas da árvore vieram de várias localidades do Brasil, logo no começo da construção da capital, na década de 1960. “Trouxeram mudas de Belo Horizonte, Goiânia, Anápolis”, enumera Ervilha. Desde então, o cambuí foi uma das espécies mais plantadas nas quadras, avenidas e parques da cidade. “Ele germina fácil e é simples de cultivar. Sem contar que o potencial para paisagismo é excelente, porque fica muito bonito quando floresce”, explica o engenheiro florestal Irving Silveira.

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