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Estado de Minas

Depois das vendas fracas no fim do ano, lojistas apostam nas liquidações

Consumidor tem encontrado descontos de até 70%, mas especialistas alertam: momento é de cautela


postado em 20/01/2016 06:47

Começou a época mais esperada pelos consumistas de plantão. Em shoppings e lojas de rua, é difícil encontrar uma vitrine sem cartazes de desconto. Avisos de “50% em todas as peças”, “liquidação de verão na primavera”, “queima de estoque” se espalham por todos os tipos de estabelecimento: vestuário, joias, brinquedos, artigos de decoração e até móveis.

Tanto o comércio de rua quanto os shoppings iniciaram as tradicionais liquidações de janeiro: algumas lojas pretendem ampliar as ofertas até março(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
Tanto o comércio de rua quanto os shoppings iniciaram as tradicionais liquidações de janeiro: algumas lojas pretendem ampliar as ofertas até março (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)


A oferta reflete uma notícia não tão boa para os comerciantes: é hora de correr atrás do prejuízo. A crise econômica, que apertou o bolso dos brasileiros ao longo de 2015, fez com que as compras fossem fracas até mesmo nos meses de fim de ano — os mais esperados pelos lojistas. “Os resultados foram pífios, quase não se vendeu. O comércio está desaquecido”, conta o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Adelmir Santana. Segundo ele, o setor mais afetado é o de vestuário, que espera recuperar o prejuízo.

No DF, as vendas subiram apenas 2% — abaixo dos 3%, já pessimistas, esperados pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista). Segundo estudo da Kantar Worldpanel, além do valor investido em presentes ter sido menor que no ano anterior, quase 40% das pessoas ouvidas pretendiam aguardar as promoções pós-festas para fazer compras. Muitos estabelecimentos da capital estão apostando nessa demanda reprimida para atrair a clientela. Na loja de sapatos que Eliane Andrade gerencia, a diferença nas vendas entre o Natal e janeiro é notável. Os anúncios de descontos de até 70%, que cobrem quase toda a vitrine, tiveram bons resultados.“No fim do ano, as clientes levavam um ou dois pares, no máximo. Agora, elas vêm e levam cinco”, comemora.

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Quem tem se dado bem com o fraco movimento do comércio são os consumidores. Em uma só loja, Carolina Santana, 21 anos, conseguiu comprar dois casacos por praticamente a metade do preço inicial. Um passou de R$ 139 para R$ 69, enquanto o outro foi de R$ 99 para R$ 59. “O fim de ano tem vários eventos, então as lojas estão com os estoques lotados de novidades. Vale muito a pena”, diz a estudante.

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