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Estado de Minas

Após passar pela Polícia Civil, caso de estupro no réveillon segue para MP

Polícia conclui investigação e diz que não há elementos para indiciar segurança acusado de abusar de estudante no réveillon


postado em 13/02/2016 08:06

Depois de um mês de investigação, a Polícia Civil do Distrito Federal chegou à conclusão que não há elementos para indiciar o vigilante Wellington Monteiro Cardoso, acusado de estuprar uma jovem na noite de réveillon, durante a festa The Box Reveião, no Setor de Clubes Norte. A estudante de 24 anos denunciou a suposta violência em uma rede social na internet, no primeiro dia do ano. No post, ela descreveu o estupro. A ação segue agora para o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que pode arquivar o caso, solicitar novas diligências ou denunciar o segurança à Justiça, se discordar da avaliação dos delegados que conduziram o inquérito.

No relatório policial, a conclusão foi de que não há provas para pedir o indiciamento porque o relato da estudante não foi confirmado durante a investigação. “Testemunhas ouvidas indicaram que houve um prévio envolvimento das partes ainda dentro da festa e que o casal em questão deixou a festa de mãos dadas, fato que se contrapõe à versão apresentada pela vítima”, diz o documento de conclusão do inquérito, cuja investigação ficou sob responsabilidade da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Em nota, a Polícia Civil afirma que, em diligências realizadas durante a investigação, Wellington foi ouvido e confirmou a relação sexual, porém, deixou claro que ocorreu de forma consentida. A jovem havia declarado que estava embriagada, sem condições de evitar a violência, mas a Deam destacou que “a vítima foi submetida a exame de corpo de delito, em qual não foi possível constatar a incapacidade de reação”.

A Polícia Civil diz que “diante da ausência de indícios suficientes de materialidade, não houve indiciamento no inquérito, e diante do encerramento das diligências na esfera policial, o procedimento foi encaminhado ao TJDFT e ao MPDFT”. Até o momento, nenhuma das 16 promotorias criminais de Brasília recebeu o caso. Quando isso ocorrer, o Ministério Público fará análise própria.

Segundo o texto publicado na internet, a estudante estava alcoolizada, teve medo e se sentiu coagida a acompanhar o segurança por representar a “autoridade” do evento. Em entrevista ao Correio, a jovem afirmou só ter percebido a violência do ato horas depois. “Foi quando a ficha começou a cair, me dei conta do que tinha acontecido de verdade, de que não tinha sido consensual.”

 

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