Publicidade

Estado de Minas

GDF destina R$ 20 milhões para calçadas, iluminação e paisagismo no Eixo

Projeto de acessibilidade, calçadas, iluminação e paisagismo. Usuários acreditam em melhorias


postado em 26/02/2016 06:03 / atualizado em 26/02/2016 10:37

Gerson Gomes (D), ao lado do amigo Erivaldo Xavier, elogia as obras, mas cobra qualidade por causa do valor milionário(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )
Gerson Gomes (D), ao lado do amigo Erivaldo Xavier, elogia as obras, mas cobra qualidade por causa do valor milionário (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )


Com um ano e meio de atraso, um projeto que deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo de 2014 finalmente saiu do papel. Há 20 dias, cerca de 40 homens começaram as obras de requalificação do Eixo Monumental, que prevê acessibilidade dos pontos de ônibus, paisagismo, iluminação pública e edificações, como o Centro de Atendimento ao Turista (CAT). O investimento total do GDF na obra será de R$ 20 milhões, fruto de um convênio com a Terracap.

O projeto inicial, pensado em 2012/2013, previa a inserção de baias de recuo nas paradas de ônibus e, eventualmente, a inclusão de uma faixa exclusiva para o transporte público, a exemplo do que acontece nas W3 Sul e Norte. No entanto, a atual gestão do governo avalia a possibilidade da aplicação da faixa exclusiva e a conveniência da implementação de baias.

Os trabalhos começaram no canteiro central entre a Catedral Rainha da Paz e o Memorial JK com a construção de calçadas dos dois lados das pistas. As pavimentações vão até a Esplanada dos Ministérios. O projeto, encabeçado pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth), foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ainda na administração de Agnelo Queiroz (PT). A pasta informou que as obras em execução fazem parte da primeira etapa do projeto e que as outras fases continuam em estudo.


A proposta está sendo executada por uma empresa licitada e a gestão do contrato é feita pela Novacap. Segundo a empresa, a previsão para a conclusão dos trabalhos é de seis meses, dependendo da disponibilidade financeira.

Polêmica
Ícone da arquitetura e urbanismo modernos, Brasília foi inscrita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na lista de bens do Patrimônio Mundial em dezembro de 1987. A cidade tem a maior área tombada do mundo — 112,25km² — e é o único bem contemporâneo a receber a qualificação. O título de Patrimônio Cultural da Humanidade levanta a discussão sobre as intervenções que podem ser feitas na cidade.

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Frederico de Holanda explica que qualquer modificação pode ser feita, desde que não interfira na escala monumental da cidade. “Você não pode, por exemplo, construir um shopping ou uma faculdade ali. Mas pode colocar elementos culturais, como existem hoje: a Funarte, o Clube do Choro e até mesmo a Rainha da Paz”, afirma.

 

Holanda avalia que faltam informação e bom senso quando se discute o tema. Ele compara a situação com as agulhinhas construídas nas asas Sul e Norte. “Quando pensaram nas agulhinhas, houve uma discussão imensa. Tinha muita gente contra argumentando que ia descaracterizar a cidade. Balela. Melhorou a mobilidade da região e preservou as características da cidade”, opina.

Uma das diferenças que os motoristas vão notar é a desativação da ciclofaixa pintada no asfalto. No local, já existe uma ciclovia, que deve ser mantida e reformada. “Não tem necessidade de interditar a pista se tem a ciclovia”, explica o engenheiro responsável pela obra, Weiler Oliveira.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade