O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) pretende aproveitar a mudança na Secretaria de Saúde para realizar outras trocas no governo e fazer nomeações em cargos que estão vagos. Apesar de ter priorizado nomes técnicos para os postos mais importantes, o socialista quer reforçar a articulação do GDF e dar um tom mais político à gestão do Executivo local. O primeiro passo nesse sentido foi a reunião na Residência Oficial de Águas Claras, que contou com 14 distritais, na última quarta-feira. No encontro, Rollemberg cobrou fidelidade nas votações e apoio nos embates públicos: ;Quem é da base é da base. Quem não for, que avise;, disse. A escolha dos titulares das pastas de Justiça e de Cidades e a substituição na secretaria adjunta de Relações Institucionais devem ocorrer nos próximos dias e esquentaram os bastidores.
Rollemberg também quer mudar o interlocutor do Buriti com a Câmara Legislativa. Para o lugar de Igor Tokarski na Secretaria adjunta de Relações Institucionais deve ir José Flávio de Oliveira, ex-assessor de Joaquim Roriz e atualmente lotado na Casa Civil. A intenção de Rollemberg era nomear Tokarski na recém-criada Secretaria das Cidades, que terá o papel de articular o trabalho das administrações regionais.
A reação de integrantes do PSB e de deputados, no entanto, fez o chefe do Executivo recuar. Uma ala da sigla socialista prefere o administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco, na função. Mas distritais não gostam da ideia de um possível adversário nas próximas eleições exercer a função de gerenciar as administrações, reduto do governo comandado pelos parlamentares. Outro cotado é o assessor especial do governador, Marlon Costa. Diante do cenário, Tokarski teria aceitado assumir a chefia de gabinete de Rollemberg, após recusar o convite semanas atrás. Uma linha dentro do PSB defende que nenhum dos três nomes tem o perfil adequado e deve ser nomeado alguém que não tenha planos de disputar uma eleição.