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Estado de Minas

Caesb corta fornecimento de água no Burle Marx por falta de pagamento

Prefeitura da 308 Sul diz que publicação de um decreto, em 2009, determinou que conta deve ser paga pelo GDF


postado em 02/04/2016 08:05

O projeto do paisagista é um dos cartões-postais de Brasília e recebe, diariamente, a visita de turistas(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
O projeto do paisagista é um dos cartões-postais de Brasília e recebe, diariamente, a visita de turistas (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
 
 
Pela segunda vez em menos de um ano, o espelho d’água da 308 Sul é alvo de disputas para saber quem é responsável pela sua manutenção. Na última quinta-feira, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) cortou o fornecimento de água do local alegando falta de pagamento desde julho de 2015. Os débitos chegam a um total de R$ 7.859,54 e, segundo a prefeitura da quadra, são de responsabilidade do Governo do Distrito Federal (GDF). De acordo com o Decreto nº 30.303/2009, que dispõe sobre o tombamento da Unidade de Vizinhança 107/307 e 108/308 Sul, toda a área é protegida e deve ser mantida pelo GDF.

A partir da assinatura do documento, houve um acordo para que a Administração do Plano Piloto ficasse encarregada dos pagamentos dos serviços de água e energia elétrica. Segundo Edinho Magalhães, prefeito da 308 Sul, foram sete anos sem qualquer problema relacionado a esses valores. “Estamos, porém, lidando com isso, de novo, com a gestão de Rodrigo Rollemberg. Eles alegam que não é responsabilidade deles pagar pela área. Mas, se for assim, que ‘destombem’ a quadra”, argumenta.

Em nota, a Administração do Plano Piloto afirmou que, em dezembro de 2014, enviou ofício à Caesb informando que o espelho d’água não pertence à carga patrimonial da unidade administrativa. Com isso, deverá ser feita uma análise jurídica para verificar a situação e como poderá ser solucionada a questão. 

Por meio da Assessoria de Imprensa, o GDF informou que será preciso esperar pela análise jurídica para definir quem, de fato, é o responsável pelo pagamento dos valores atrasados na Caesb, mas não há prazo determinado para que isso ocorra.

Ponto turístico
Até lá, o receio dos moradores é que os peixes ornamentais que são criados no local possam morrer — Edinho Magalhães acredita que eles devem suportar pouco mais de um mês. Questionada sobre quem seria o responsável pelo pagamento das contas, a Caesb afirmou que não fornece informações de clientes.

O jornalista Bruno Nogueira, 33 anos, garante que somente depois da assinatura do decreto, há sete anos, é que ele pôde ver água no local projetado por Burle Marx. “Estou há 16 anos morando em Brasília e, na maior parte desse tempo, o espelho d’água permaneceu vazio. Depois que foi feita a revitalização, ele se tornou um ponto turístico mais forte, além de ser um local que os moradores daqui e das quadras vizinhas usam para se divertir.”

Edinho Magalhães explica que, atualmente, ficam a cargo da prefeitura as despesas que envolvem a troca de filtros e bombas — que garantem a limpeza da água —, além da alimentação dos peixes. “A média de gastos mensais é de R$ 600 — valor quase igual ao que é cobrado pela Caesb”, garante. Ele explica que espera um retorno do GDF até mesmo para o desenvolvimento de parcerias que possam ajudar a diminuir os gastos, mas que mantenham o espelho d’água funcionando. “Todos os dias, temos turistas, estudantes e moradores que vêm até aqui para aproveitar a quadra. Estamos em um dos cartões-postais de Brasília e é assim que o governo nos trata.”
 
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