Representantes de motoclubes do Distrito Federal fizeram uma mobilização no início da noite desta quarta-feira (22/6), para homenagear o servidor público Antônio Mendes, 52 anos, que morreu após ser atingido por um carro há um mês. O ato ocorreu na 1; Avenida do Sudoeste, local do acidente e aproximadamente 150 pessoas estavam presente. Os motociclistas seguravam uma faixa com a frase da campanha que criaram: Pare de dirigir teclando. A polícia investiga se a motorista usava o celular na hora do acontecimento. O intuito é que todo dia 22 de maio eles se reúnam para que a data se torne um marco para a campanha.
Tatiana Martins, 43 anos, que também teve a moto atingida pela motorista do Hyundai branco compareceu ao local pela primeira vez após o acidente. Ela relata que está triste pela perda do amigo, mas ao mesmo tempo é uma sobrevivente e que irá fazer valer a vida dela para conscientizar as pessoas."As pessoas falam muito da questão do álcool, mas qualquer coisa que tira a sua atenção do volante, seja celular, maquiagem ou até um lanche é uma situação eu coloca vidas em risco", alega emocionada.
O Presidente dos Piratas do Planalto, Alan Fabiano de Jesus diz que o Detran abraçou a campanha e tem apoiado as ações dos grupos de motoqueiros. "Nós somos uma das partes mais frágeis do trânsito é preciso que as pessoas respeitem os espaços", cobrou. No local
Memória
As vítimas, que faziam parte do grupo de motociclistas Harley One Group Brasília (HOG), haviam ido em um café no bairro. Quando retornavam em direção ao Eixo Monumental, Michelle Carvalho, de 45 anos, não teria reduzido a velocidade atingindo as duas motocicletas no quebra-molas. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentaram reanimar Alexandre por cerca de 50 minutos, mas não resistiu aos ferimentos.
Michelle foi levada para a 3; Delegacia de Polícia (Cruzeiro) para assinar uma ocorrência. Em depoimento prévio à Polícia Civil, ela contou que dirigia o veículo pela via, quando as motos frearam de forma brusca. A condutora relatou que não