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Correio Braziliense

Regulamentação dos food trucks pede adequação às normas da Vigilância

A concorrência maior e a exigência dos clientes também fazem com que apenas os mais qualificados sobrevivam


postado em 24/07/2016 07:56

Desde a vigência da Lei nº 5.627/2016, 20% dos proprietários de food trucks do Distrito Federal desistiram do negócio: profissionalização (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Desde a vigência da Lei nº 5.627/2016, 20% dos proprietários de food trucks do Distrito Federal desistiram do negócio: profissionalização (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

A regularização da atividade dos food trucks no Distrito Federal, por meio da Lei nº 5.627/2016, se revelou uma vitória e um revés para os empresários do setor. Com a liberação, os proprietários tiveram de se adaptar às normas da Vigilância Sanitária e, desde então, 20% dos caminhões foram fechados pelos donos no DF. Porém, a diminuição é menor do que a esperada pela Associação Brasiliense de Food Trucks. “Temíamos uma queda de 50%. Isso é sinal de que os empresários estão dispostos a investir no que é necessário e continuar alimentando o mercado. Tanto que, com a legalização, houve mais gente procurando se associar. Saímos de 25 em dezembro de 2015 para 113 este mês”, diz o presidente da entidade, Ronaldo Vieira.

Com as normas, agora os food trucks precisam não apenas seguir a Resolução 216, de 15 de setembro de 2004, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas realizar cadastro na Diretoria de Vigilância Sanitária, na Secretaria de Saúde. Em razão das novas condições, muitos gastaram com adaptações para evitar o risco de multas, que podem variar entre R$ 2 mil a até R$ 1,5 milhão. “Eu gastei R$ 50 mil para reformar todas as minhas cozinhas. Já fui dono de restaurante e pizzaria, e garanto: a Anvisa cobra mais detalhes de nós do que de outros estabelecimentos”, conta Giovanni Montini, dono de três food trucks e no ramo há 1 ano e 8 meses.

Segundo ele, manter-se no mercado, atualmente, exige ainda mais noção do que será comercializado e de como isso será apresentado aos clientes. Apesar de continuar mantendo o mesmo nível de vendas há um ano, ele agora precisa inventar formas de conquistar os consumidores. “Quando comecei, vi as vendas dobrando toda semana, mas isso já passou. Agora, além de um bom produto, tenho de manter um cardápio atraente e saber expor o meu food truck nas redes sociais para que todos saibam onde estou.” Para Giovanni, o mercado ainda se mantém amplo, mas é preciso entendê-lo para não cair na cilada da “gourmetização”: pratos caros para o ambiente em que são servidos. “Hambúrguer continua oferecendo o melhor mercado, mas ainda há poucos trucks de pizza, por exemplo. A crise maior está na cobrança dos órgãos de vigilância”, reclama.

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