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Correio Braziliense

Dono de food truck é morto após discussão no Sudoeste

O crime ocorreu por volta das 23h50 na primeira avenida, na altura da quadra 103 da região, quando Jerry Omar Correia, 45 anos, encerrava o expediente


postado em 01/08/2016 08:32 / atualizado em 01/08/2016 12:39

(foto: FACEBOOK/REPRODUÇÃO)
(foto: FACEBOOK/REPRODUÇÃO)

O dono de um food truck Mr Wols foi morto após receber golpes de faca na noite deste domingo (31/7), no Sudoeste. O crime ocorreu por volta das 23h50, na Primeira Avenida, no estacionamento da comercial da Quadra 103, quando Jerry Omar Correia, 45 anos, encerrava o expediente. De acordo com informações da Polícia Militar, o homem teria sido morto após uma discussão por causa do barulho gerado pelo veículo.

De acordo com testemunhas, o autor do assassinato é um homem que dorme numa kombi que serve de base para lavar carros. As informações é de que Hugo Tacio de Oliveira Soares, 30 anos, teria discutido com a vítima, e depois desferido golpes no peito da vítima, que não teve como reagir. Hugo ainda correu atrás de uma testemunha. Militares fizeram buscas no Parque da Cidade, mas não localizaram o suspeito.  Ele estava foragido até a manhã desta segunda-feira.

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Jerry era dono do food truck há quatro meses e também administrava uma pizzaria no Gama. Desenvolveu cardápios para diversos outros profissionais do ramo.



Pouco antes do crime,  o autor da violência havia sido levado à 3ª DP, por volta das 18h, porque estava perturbando as pessoas na porta de uma farmácia também na comercial do Sudoeste. A Polícia Civil checou se ele tinha algum mandado de prisão,mas, como não encontrou nada e nenhuma vítima compareceu para fazer uma reclamação, ele foi liberado. Depois disso, ele teria retornado ao food truck, onde discutiu com Jerry.


Ronaldo Vieira, presidente da Associação Brasiliense de Food Trucks, lamentou o ocorrido. "A questão vai muito além da falta de segurança. Isso reflete a injustiça do país. Se o autor não tivesse sido liberado, isso não teria acontecido". Ronaldo também ressaltou  o processo de regularização dos food trucks. "Há um entrave no qual os proprietários não tem permissaõ para atuar no Sudoeste, alguns trabalham aos domingos, pois não há fiscalização".

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