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Correio Braziliense

Médico é julgado por morte em cirurgia de redução de estômago após 8 anos

De acordo com a denúncia o Pró-Vida, a vítima não tinha indicação médica que justificasse a cirurgia, e foi atendida de forma desatenciosa e incompetente pelo médico


postado em 01/08/2016 17:08 / atualizado em 01/08/2016 17:21

 Maria Cristina Alves da Silva morreu por complicações após cirurgia de redução de estômago(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/Reprodução/D.A Press. Brasil. Brasília - DF)
Maria Cristina Alves da Silva morreu por complicações após cirurgia de redução de estômago (foto: Ronaldo de Oliveira/CB/Reprodução/D.A Press. Brasil. Brasília - DF)
Oito anos depois da morte, a Justiça do Distrito Federal faz a primeira audiência do caso da psicóloga e empresária de Brasília, Maria Cristina Alves da Silva. Ela morreu aos 31 anos, em 18 de fevereiro de 2008, nove dias depois de ter se submetido a uma cirurgia de redução de estômago feita pelo médico Lucas Seixas Doca Júnior, em Brasília. Um juiz da 6ª Vara Criminal, começa a ouvir, às 14h desta terça-feira (2), as testemunhas.

À época, a família de Cristina conseguiu uma cópia do prontuário médico dela, e o entregou ao então chefe da Promotoria de Justiça Criminal da Defesa dos Usuários de Serviços de Saúde (Pró-Vida), Diaulas Ribeiro, que pediu ao Tribunal de Justiça do DF para Lucas levar o médico a júri popular, sob a acusação de homicídio com dolo eventual – quando o acusado, por suas ações, assume o risco de provocar a morte do paciente.

De acordo com a denúncia o Pró-Vida, Maria Cristina não tinha indicação médica – grau de obesidade – que justificasse a cirurgia, e foi atendida de forma desatenciosa e incompetente pelo médico. Em 2011, o Tribunal desclassificou a acusação para crime culposo – quando não há a intenção de matar – e é dessa forma que Lucas será julgado pela 6ª Vara.

Em 2009, o médico admitiu para o programa Profissão Repórter, da TV Globo, que já havia “perdido” quatro pacientes, mas esse número já subiu para cinco.

No caso da morte da professora universitária Fernanda Wendling, outra paciente de Lucas morta em 2006, o médico também é acusado pelo Ministério Público de falsificação de documentos.

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