Cidades

Torcedores de várias nacionalidades marcam presença no Mané Garrincha

O torcedor chegou cedo para assistir às duas partidas marcadas para o Estádio Mané Garrincha, em especial a do Brasil. O clima de confraternização ficou marcado pela história do empresário que deu o ingresso à gari

Rosana Hessel
postado em 08/08/2016 06:10

O torcedor chegou cedo para assistir às duas partidas marcadas para o Estádio Mané Garrincha, em especial a do Brasil. O clima de confraternização ficou marcado pela história do empresário que deu o ingresso à gari


Se do lado de dentro do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha os torcedores vibraram com os lances dos jogadores das quatro seleções que passaram pelo gramado ontem, de fora, o clima também era de festa. Brasilienses, africanos, iraquianos, dinamarqueses e gente de várias localidades selaram um clima de paz. Teve espaço para grupos de frevo e samba e nenhuma ocorrência grave havia sido registrada pelo menos até as 21h. Houve algumas filas pouco antes do espetáculo, mas nada que desanimasse a torcida.

Uma das histórias mais marcantes do segundo jogo da Seleção nas Olimpíadas foi protagonizada por um empresário e uma gari. Diogo Segabinazzi, 34, surpreendeu Silvéria Madalena da Silva, 40, com um ingresso dado de última hora. Ele havia escolhido a entrada mais cara da arena, mas, como queria acompanhar a partida com os amigos, abriu mão do tíquete e comprou um mais barato. ;Ela merece esse lugar mais do que eu;, disse Diogo, diante de uma entusiasmada Silvéria. ;Passei os últimos dias limpando do lado de fora do estádio e nunca imaginei que conseguiria entrar e ver a Olimpíada;, afirmou. Pouco antes do início da disputa, alguém ofereceu R$ 300 para a gari, mas ela não vendeu. Aguardava ansiosa a liberação do chefe, pois o turno dela terminaria só às 23h30. O patrão, no entanto, não a liberou do serviço. Silvéria, então, entregou a entrada a uma amiga.

Antes mesmo de os portões serem abertos, às 17h, muitos torcedores começaram a chegar ao Mané Garrincha. Foi o caso do estudante Vitor Tomaz Lacerda, 11 anos, que queria acompanhar a primeira partida do dia, Dinamarca x África do Sul ; ele também assistiu à estreia do Brasil na arena. Acompanhado do pai, o empresário Vitor Viana, 55, o garoto estava com sede de gols ontem. ;Na quinta-feira, aquele empate com a África do Sul foi muito triste. Espero que saia pelo menos um gol do Neymar ou do Gabigol ou do Gabriel Jesus;, disse. O menino frequenta uma escolinha de futebol no Guará, onde mora, e adiantou para o pai que quer ver o jogo da Seleção nas quartas de final, se o Brasil chegar lá. ;Vou ter de me virar para arrumar ingresso;, afirmou, rindo, o empresário.

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