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Correio Braziliense

Direitos Humanos oficia GDF e MP em caso de jovem que teria sido espancado

Jovem teria sido espancado por policiais militares, segundo denúncia da família. Vítima está em estado grave


postado em 17/10/2016 15:20 / atualizado em 17/10/2016 16:53

Thiago está internado em estado grave desde o último dia 12(foto: Divulgação)
Thiago está internado em estado grave desde o último dia 12 (foto: Divulgação)
O caso do jovem supostamente espancado por policiais militares no feriado de 12 de outubro no Parque da Cidade mobilizou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O grupo de parlamentares vai acompanhar a denúncia da família de Thiago Henrique Moura Soares, 22 anos, que continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal. Além disso, a comissão também oficiou a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social e a Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) com a intenção de obter informações sobre o episódio.

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O presidente, deputado padre João (PT-MG), reforçou a necessidade de os órgãos tomarem providências a respeito do caso. Ele levantou dúvidas sobre a possibilidade de uma pessoa se auto-agredir de forma grave a ponto de ficar inconsciente no hospital. Isso porque, segundo nota enviada pela Polícia Militar esclarecendo a suposta denúncia na semana passada, há informação de que o jovem teria começado a se debater no chão, causando ferimentos a si próprio, na cabeça e nos joelhos. A corporação ainda havia dito que Thiago dificultou a abordagem e tentou pegar a arma de um dos policiais. Por essa razão, para contê-lo, os militares tiveram de usar a força física e spray de gás lacrimogêneo, segundo a PM.

De acordo com a corporação, por causa das lesões, ele teve crises convulsivas. Contudo, segundo a corporação, os ataques teriam sido em razão do uso de entorpecentes. Ele foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e, depois, socorrido ao Hospital de Base do Distrito Federal. Para o deputado, é necessária uma investigação cautelosa para identificar os supostos autores do episódio e responsabilizá-los.

A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social confirmou que recebeu o ofício na tarde desta segunda-feira (17/10), mas até por volta das 15h10 o documento ainda não tinha sido despachado com a secretária Márcia de Alencar. A Procuradoria-Geral de Justiça do MPDFT informou que não recebeu o ofício até a tarde desta segunda-feira. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também destacou que nada chegou no Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial.

Relembre o caso

As fotos do jovem entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) começaram a circular nas redes sociais na sexta-feira. A suspeita de agressão teria vindo à tona após uma abordagem policial. Até a semana passada Thiago apresentava infecção, falência renal e traumatismo craniano. As informações tinham sido repassadas pela mãe dele, Elaine Moura Carvalho, que cobrou explicação.

Thiago foi internado na noite da última quinta-feira (13/10). Segundo a mãe, ele havia saído de uma festa no Parque da Cidade por volta das 21h, na companhia de um amigo, quando foi abordado por um grupo de policiais militares que fazia a ronda pela região. Segundo os militares, uma pessoa havia informado que dois jovens estariam dentro de um bueiro, roubando cabos de cobre. Ao encontrar a dupla, o amigo de Thiago se submeteu à revista policial e confirmou que eles teriam usado entorpecentes. Entretanto, Thiago teria fugido da revista, sendo alcançado na altura da 712 Sul.

A mãe dele conta que, segundo relatos do amigo, a dupla estava a caminho da W3 Sul para pegar um ônibus de volta para casa, no Guará. Ela confirmou que os jovens tinha bebido e usaram entorpecentes, mas garantiu que nada justifica as lesões no filho. Thiago sofreu vários hematomas em diversas partes do corpo e está em coma.

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