Cidades

Softwares ajudam na inclusão de pessoas com deficiência intelectual

A ferramenta educacional pode ser baixada gratuitamente e usada em computadores e tablets. A plataforma foi testada em escolas, com alunos especiais, e teve resposta positiva

Priscila Botelho - Especial para o Correio
postado em 18/10/2016 06:08

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Tomar remédios, vestir roupas para o frio ou para o calor e conferir o troco da padaria são, aparentemente, tarefas simples do dia a dia. Mas não para todos. Realizar esses gestos pode se tornar algo bem difícil para quem tem deficiência intelectual ou síndrome de Down. Para dar mais autonomia a eles, a Universidade de Brasília (UnB) lança, hoje, dois softwares: Organizar e Somar.

A primeira é uma ferramenta pedagógica, ligada às estações climáticas e ao vestuário. Também conta com uma agenda eletrônica, que permite aos usuários controlarem compromissos, como horário do remédio, das refeições e outros. Já a segunda plataforma ajuda nos conteúdos básicos da matemática, aplicados no dia a dia.

O objetivo do programa é promover a inclusão social e a autonomia, por meio da tecnologia assistiva, de forma lúdica. A ferramenta educacional pode ser baixada gratuitamente e usada em computadores e tablets. A plataforma foi testada em escolas, com alunos especiais, e teve resposta positiva. ;O software é bem interativo, com vídeos e áudios que estimulam os deficientes. Eles aceitaram muito bem e assimilaram perfeitamente o conteúdo;, explica Adriana Góes, chefe da Unidade de Educação Básica do Gama.

Esse não é o primeiro software lançado pela UnB para esse público. A ferramenta faz parte do Projeto Participar, que tem outras plataformas para a alfabetização de deficientes intelectuais e autistas. Elas são utilizadas em todo o Brasil, além de Portugal e Angola. Nos próximos meses, serão lançados mais quatro softwares. ;Eu, como servidor público, me sinto grato em entregar para a sociedade produtos educacionais e de tecnologias assistivas com distribuição gratuita;, orgulha-se Wilson Veneziano, coordenador do projeto e professor da UnB.

Além da interação social, a ferramenta promove inclusão digital para pessoas com deficit de aprendizado. ;O mercado tecnológico não vê pessoas com deficiência como rentável. Por isso, raramente são produzidos softwares para eles;, explica Veneziano. Para gravar os vídeos explicativos, foram contratados dois atores com síndrome de Down ; assim, eles causam maior empatia e aceitação do conteúdo aos usuários do programa. O conteúdo segue o currículo funcional do Ministério da Educação. A ferramenta tecnológica é elaborada por pedagogo, produtor audiovisual, produtor de vídeos, analistas de sistemas e design gráfico. Além dos professores que colaboram nos testes.

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