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Estado de Minas

Piquete de policiais impede saída de rabecão e atrapalha remoção de corpos

Um corpo aguarda ser retirado na região do Riacho Fundo II, assim como outro no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Além disso, a perícia foi acionada para um crime de latrocínio em Ceilândia, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, mas também não conseguiu sair


postado em 20/10/2016 12:56 / atualizado em 20/10/2016 13:31

Piquete de servidores no Complexo da Polícia Civil impede saída de rabecão para recolhimento de corpos(foto: Sinpol/Divulgação)
Piquete de servidores no Complexo da Polícia Civil impede saída de rabecão para recolhimento de corpos (foto: Sinpol/Divulgação)
A paralisação de 24 horas dos policiais civis que começou na manhã desta quinta-feira (20/10) tem prejudicado, inclusive, o recolhimento de corpos nos hospitais. Um piquete da categoria no Complexo da Polícia Civil impediu a saída do carro do rabecão do Instituto de Medicina Legal (IML). Além disso, os carros da criminalística não saíram para fazer as perícias. Desde a manhã agentes têm feito ações em frente às delegacias espalhadas pelo Distrito Federal com faixas para chamar atenção da população. 

Um corpo aguarda ser recolhido na região do Riacho Fundo II, assim como outro no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para ser encaminhado ao IML. Além disso, a perícia foi acionada para um crime de latrocínio em Ceilândia, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, mas também não conseguiu sair.
 
Representantes do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) fazem uma assembleia a partir das 14h desta quinta-feira (20/10) em frente ao Complexo da Polícia Civil. Na ocasião, eles devem decidir os rumos do movimento. 

Na segunda-feira (17/10), primeiro dia de paralisação da semana, a categoria esteve reunida com o Governo do Distrito Federal (GDF). O Executivo local prometeu avançar nas negociações, segundo o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco. “Avisamos que teríamos assembleia hoje (quinta-feira), mas, até agora, nada de resposta”, explicou.
 
O Correio procurou a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom) e o Governo do Distrito Federal (GDF) e aguarda resposta. 

Entenda o caso

Na segunda policiais também fizeram uma paralisação de 24 horas. Agentes cruzaram os braços a partir das 8h e só registraram situações de flagrante e crimes graves nas delegacias do Distrito Federal. Eles exigem a manutenção da paridade do reajuste salarial com a Polícia Federal que conseguiu 37% de aumento. 

A situação ficou mais crítica depois que o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, determinou a reabertura das unidades policiais durante 24 horas ininterruptas. A norma exigia o funcionamento durante a noite e a madrugada das seguintes unidades: 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), 5ª DP (Setor Central), 6ª DP (Paranoá), 13ª DP (Sobradinho), 15ª DP (Ceilândia Centro), 16ª DP (Planaltina), 20ªDP (Gama), 21ªDP (Taguatinga Sul), 24ª DP (Setor O - Ceilândia), 26ª DP (Samambaia Norte), 27ª DP (Recanto das Emas), 30ª DP (São Sebastião) e 33ª DP (Vicente Pires).
 
No entanto, sete delas, conhecidas como Centrais de Flagrante (Ceflags), já funcionavam abertas à população em horário não comercial. São elas: 1ªDP, 5ª DP, 6ª DP, 13ª DP, 20ª DP, 21ª DP e 23ªDP, além da Delegacia da Criança e do Adolescente I e II (DCA I e DCA II) e Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). A 18ª DP (Brazlândia) também ficou aberta 24 horas durante o movimento reivindicatório de reajuste salarial da Polícia Civil batizado de PCDF Legal. 
 
A atitude do diretor-geral gerou mais atrito entre a própria categoria. O diretor em exercício do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC), Érico Mendes, encaminhou, na terça-feira (17/10), um protocolo à direção-geral informando da impossibilidade de dar cumprimento à determinação em razão da falta de pessoal.

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