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Estado de Minas

Estudantes de escolas ocupadas criticam MEC por adiar as provas do Enem

Alunos dizem que a decisão do MEC não resolve o problema e fortalece o movimento de desocupação liderado por MBL


postado em 02/11/2016 10:44 / atualizado em 02/11/2016 11:27

(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)
(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)

 

Estudantes que participam das ocupações das escolas públicas do Distrito Federal criticaram na manhã desta quarta-feira (2/11), no Centro Educacional Gisno, da Asa Norte, a decisão do Ministério da Educação (MEC) de adiar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para eles, essa é uma atitude de quem não está tentando resolver a situação, mas sim, "incitando a desocupação junto com o Movimento Brasil Livre (MBL), que oferece armas, pé de cabra e apoio com seguranças particulares".

 

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Um dos alunos que está à frente do movimento, Francisco Franco, de 17 anos, pediu maior apoio dos colegas nas ocupações: "Queremos mais participação dos estudantes, pois estão querendo uma reforma sem consultar as pessoas que estão aqui". Franco disse ainda quem um movimento contrário ao ato teria apagado as luzes da instituição às 4h desta madrugada e atacado os manifestantes com bombas.

 

 

Para Sarah Emanuele, de 17 anos, ex-aluna do Gisno, a postura das escolas no DF deve mudar. "Esse é um momento importante. Somos contra a reforma do ensino médio, a PEC 241. Uma escola pública que acolha gente de todas as classes. Fale de racismo, homofobia, transfobia". Segundo os estudantes, a ocupação é apenas uma forma de luta e, caso tenham que sair da escola, reinventarão outra maneira de protestar. 


Acompanhados de aproximadamente 50 alunos na ocupação da escola desde segunda passada (24/10), os estudantes afirmam que o governo não tem buscado formas de resolver os problemas. "Somos apenas alunos lutando pela educação. E o governo vem com uma equipe tática de guerra. Não querem resolver e estão incitando a violencia", desabafam.

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