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Correio Braziliense

Mestre Woo é homenageado na CLDF po rensinar tai chi being tao na Asa Norte

Médico, acupunturista, professor de artes marciais, monge, poeta e arquiteto, Woo é reconhecido por trabalho desenvolvido gratuitamente na Praça da Harmonia Universal


postado em 23/11/2016 06:00

(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press.)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press.)


“Quarenta e dois anos não são 42 dias”, resume o grão-mestre Moo Shong Woo, aos 85 anos. Com um português recheado de sotaque e uma entonação cheia de tranquilidade, Mestre Woo se diz honrado com a homenagem que vai receber na próxima segunda-feira, na Câmara Legislativa, pelo legado que construiu na Entrequadra 104/105 da Asa Norte — a Praça da Harmonia Universal (PHU) — e toda a história do tai chi being tao em Brasília. De volta no tempo, ele conta que foi a energia daquela superquadra que o cativou. “Senti uma vibração boa”, relembra.

Mestre Woo chegou a Brasília em 1968, morou alguns anos em Taguatinga, mas logo se rendeu ao projeto urbanístico de Lucio Costa. “À ideia de as pessoas aproveitarem a superquadra, descerem, se encontrarem, esse movimento de fraternidade”, comenta. As distâncias e as árvores da capital também encantam o chinês, radicado brasileiro e brasiliense de coração. “É bom para o nosso interior, para sentirmos a paz”, afirma. “Tenho saudade da minha terra. Mas Brasília é o melhor lugar da vida. Um paraíso. Todas as cidades deveriam copiá-la”, acrescenta.

Quando ainda morava e estudava medicina nos Estados Unidos, Mestre Woo ouviu falar da inauguração da nova capital do Brasil. Para ele, um sinônimo de esperança. “O presidente Juscelino Kubitschek tinha uma vibração tão boa”, recorda. “Sentia que tinha que ir com a nova capital.” Em uma terra onde via constantemente cenas de racismo, o país tropical e tão diversificado era o ideal. “O Brasil é uma mistura de todas as raças, e o coração de Deus não tem cor”, argumenta. A mesma filosofia, Mestre Woo coloca em prática na Praça da Harmonia Universal. Ali, todas as cores, todas as religiões, todas as etnias, todas as idades e todas as classes sociais estão convidadas a compartilhar experiências e encontrar a saúde para a mente, o corpo e o espírito.

 

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