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Estado de Minas

Chama "eterna" do Panteão da Pátria está apagada por falta de manutenção

Segundo funcionários do espaço, ele apresenta uma série de falhas na manutenção, inclusive no equipamento de gás. Ele estava vazando, por isso a chama teve que ser apagada, sem previsão para o conserto do aparelho. Ainda, mármores estão soltos e o lixo toma conta do local


postado em 28/11/2016 11:10 / atualizado em 28/11/2016 11:44

No lado externo, no alto de uma torre erguida em diagonal, ardia a chama eterna. Na manhã desta segunda, havia uma garrafa de vinho(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
No lado externo, no alto de uma torre erguida em diagonal, ardia a chama eterna. Na manhã desta segunda, havia uma garrafa de vinho (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 

Construído em homenagem aos heróis da pátria e ao ex-presidente Tancredo Neves, o monumento à liberdade e à democracia tem como maior símbolo uma chama que não deveria apagar nunca. Mas não é o que acontece há ao menos uma semana. Segundo funcionários do espaço, ele apresenta uma série de falhas na manutenção, inclusive no equipamento de gás. Ele estava vazando, por isso a chama teve que ser apagada, sem previsão para o conserto do aparelho. Ainda, mármores estão soltos e o lixo toma conta do local.

 

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No lado externo, no alto de uma torre erguida em diagonal, ardia a chama eterna. Uma chama pequena, que representa a liberdade do povo e a independência do país. Na manhã desta segunda-feira (28), o repórter-fotográfico Ed Alves, do Correio Braziliense flagrou uma garrafa de vinho onde deveria haver somente a chama acesa.

 

A chama fica ao lado do prédio projetado por Oscar Niemeyer. A forma do monumento sugere a imagem de uma pomba e tem um rico acervo, além de uma exposição permanente que homenageia os heróis nacionais, com o Mural da Liberdade, de Athos Bulcão; o Painel da Inconfidência Mineira, de João Câmara; o Vitral, de Marianne Peretti; e o Livro de Aço dos Heróis Nacionais.

Os nomes dos homenageados constam no "Livro de Aço", também chamado "Livro dos Heróis da Pátria", o qual lhes confere o status de "herói nacional".

Patrocinado pela Fundação Bradesco e doado ao governo brasileiro durante a gestão de José Sarney, o Panteão foi inaugurado em 7 de setembro de 1986.  O espaço integra o Centro Cultural Três Poderes.

O Panteão foi tombado em 2007, pelo Iphan, com outras 34 obras de Oscar Niemeyer, em homenagem aos seus 100 anos.

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